Saltar para o conteúdo principal Saltar para o menu

Partes de corpo esquartejado são achadas ao redor do cemitério da Consolação

Publicidade

Partes de um corpo esquartejado foram encontradas em três pontos diferentes ao redor do cemitério da Consolação, nas imediações de Higienópolis, região central de São Paulo, na manhã de ontem.

Sem a localização da cabeça, a vítima não havia sido identificada até a conclusão desta edição. A polícia suspeita que o corpo seja de um homem, levando em consideração a estrutura óssea.

Um morador de rua que revirava o lixo achou uma perna inteira, o pedaço de outra e dois braços em um saco preto, na esquina das ruas Sabará e Sergipe, por volta das 8h. Assustado, o homem foi até um mercado e pediu para que a polícia fosse chamada.

As pontas dos dedos das mãos foram arrancadas -a polícia acredita que para dificultar a identificação pelas impressões digitais.

A cerca de 450 metros dali, na rua Coronel José Eusébio, uma mulher que fazia o serviço de limpeza da rua achou outra parte do corpo, em um carrinho de feira de tecido azul, por volta das 12h.

O tronco da vítima, sem parte da pele, estava enrolado em um vestido vermelho.

Os órgãos genitais da vítima foram extraídos.

O terceiro pedaço do cadáver, uma coxa, estava em uma floreira da rua da Consolação, a 200 metros de onde estava o carrinho de feira.

O delegado Itagiba Franco, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) desconsiderou a hipótese do autor do crime ser um serial killer. Para ele, foi um assassinato "de momento".

"Acho que a pessoa não tem muita prática [em cortar corpos]", disse o delegado.

Franco acredita que o crime foi cometido nas redondezas e que a escolha do cemitério para descartar o corpo foi aleatória. "Onde [o assassino] passava deixava uma parte", afirmou.

O delegado diz que o assassino tenta dificultar a investigação. "Tanto que cortaram todas as pontas dos dedos. Tiraram a pele, possivelmente uma tatuagem." A esperança dele está nas muitas câmeras nos arredores.

Segundo a PM, imagens de uma câmera voltada para o local onde foi achado o primeiro saco de lixo estão sendo analisadas.

POLICIAMENTO

A vizinhança do Cemitério da Consolação reclama da falta de policiamento na área. "Quase não vejo viaturas por aqui", reclama o fotógrafo Christian Cravo, 39.

A primeira parte do cadáver foi achado em frente ao escritório de Cravo. Ele conta que, na mesma noite do crime, alguém tentou invadir o local. "Mas acredito que seja coincidência", diz.

Questionada, a PM afirmou que analisa os indicadores criminais de cada área para direcionar sua atuação.

De acordo com a corporação, a companhia que atua na área do cemitério prendeu 415 pessoas, apreendeu 13 armas de fogo e recuperou 88 veículos no ano passado.

colaborou TATIANA CAVALCANTI

Adriano Lima/Folhapress
PMs com o saco de lixo onde foram achados dois braços e duas pernas na região do cemitério
PMs com o saco de lixo onde foram achados dois braços e duas pernas na região do cemitério

Livraria da Folha

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Siga a folha

Envie sua notícia

Publicidade

+ Livraria

Livraria da Folha

Publicidade
Publicidade

Folha Shop

Fogão Fogão De diversas marcas a partir de R$ 358,20

Notebook Notebook Windows 8, LED, Intel" Core a partir de R$ 799,00

Home Theater | Tênis | Mais...

Voltar ao topo da página