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Dois chefes de facção controlam do exterior o tráfico de drogas em SP

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A investigação da Polícia Civil de São Paulo deflagrada na semana passada contra o PCC constatou que dois chefes da facção criminosa controlam do exterior parte do tráfico de drogas em São Paulo. Um deles está no Paraguai; o outro, nos EUA.

A polícia tentará prendê-los agora com a ajuda da Interpol (polícia internacional), já que conseguiu da Justiça mandados de prisão contra eles.

Fabiano Alves de Souza, o Paca, é considerado um dos principais integrantes da facção. Segundo a polícia paulista, ele está no Paraguai.

"De lá, ele está administrando as contas da facção", afirmou o delegado Wagner Giudice nesta terça-feira (15).

Paca, que está em liberdade após 12 anos de prisão, é tido como um dos três criminosos com poderes no PCC equivalentes a Willians Herbas Camacho, o Marcola, principal chefe da quadrilha.

O outro suspeito é Wilson José Lima de Oliveira, o Neno, que, segundo a polícia, está nos EUA. Ele é apontado com um dos responsáveis pela arrecadação da chamada "cebola", mensalidade de R$ 600 que cada membro da facção é obrigado a pagar.

Segundo o delegado Rui Ferraz Fontes, responsável pela investigação, Neno se "agregou" nos EUA a um grupo ainda desconhecido.

Editoria de Arte/Folhapress

"Ele está dando as ordens para a manutenção do tráfico aqui em São Paulo. Mantém pontos de venda a varejo, vivendo do lucro da venda da cocaína aqui", afirmou.

A operação desencadeada pela Polícia Civil desde terça-feira (8), batizada de "Bate Bola", deteve até agora 40 pessoas, entre elas duas adolescentes apreendidas.

O nome "Bate Bola" é uma referência ao modo como a troca de comunicação é chamada entre os criminosos. Os chefes, segundo a polícia, se comunicavam por meio de bilhetes repassados por visitas.

Entre todos os suspeitos presos na operação, a polícia diz que o mais graduado na facção era Amarildo Ribeiro da Silva, o Júlio. "Amarildo era o responsável por demandar toda a execução da compra e venda droga nas ruas", afirmou Fontes.

Foi numa conversa interceptada entre Júlio e Paca que os policiais descobriram que o nome Russo era um código para falar de Marcola, que já adotou discurso marxista.

Com essa descoberta, os policiais puderam atribuir a Camacho mais de um terço da cocaína apreendida (40 dos 102 kg). O chefe do PCC, conforme a Folha revelou, será indiciado por isso.

A polícia e a Promotoria confirmaram ontem esse indiciamento e, também, que buscarão a internação dele no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), que prevê isolamento na prisão, já que ele já está preso. "O Ministério Público batalhará para isso", disse o promotor Lafaiete Ramos, que participa do caso.

Já o secretário da Segurança, Fernando Grella Vieira, disse que, independentemente do pedido da Promotoria, as Secretarias da Segurança e Administração Penitenciária devem apresentar um pedido de internação.

Sem revelar números, Grella também confirmou a suspeita de envolvimento de policiais civis e militares com os criminosos. Os casos serão enviados às corregedorias da PM e da Polícia Civil.

Conforme a Folha revelou, a investigação detectou cerca de 30 policiais suspeitos de receber propina ou de extorsão de criminosos.

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