DO RIO

Um delegado da Polícia Civil de 39 anos foi encontrado morto, nesta sexta-feira (12), dentro do porta-malas de um carro perto da favela do Arará, em Benfica, na zona norte do Rio.

De acordo com as primeiras informações da polícia, o corpo de Fabio Monteiro estava em um Chevrolet Cobalt preto, na av. Dom Helder Câmara, via movimentada da zona norte da cidade. Havia marcas de tiros no carro.

Pedestres viram quando homens abandonaram o veículo e correram em direção às favelas do Arará e do Jacarezinho.

O delegado atuava atualmente na Cidade da Polícia, que reúne diversas delegacias especializadas no bairro do Jacarezinho. O corpo foi encontrado numa área próxima. Agentes da Delegacia de Homicídios foram deslocados para o local.

A Central de Garantias, onde Monteiro trabalhava, lida com ocorrências de flagrantes.

Além de delegado, também atuava como instrutor e professor da corporação, e foi agente da Polícia Federal.

OPERAÇÃO

Horas após a morte, a Polícia Civil deu início uma operação no Jacarezinho, favela próxima ao Arará e à Cidade da Polícia.

Em 2017, outro policial civil foi morto durante operação no Jacarezinho. Nas semanas seguintes, ocorreram seguidas operações policiais na favela, que deixaram a população local, de cerca de 40 mil pessoas, ilhada, sem serviços básicos, durante semanas.

O Portal dos Procurados busca obter informações que levem à identificação dos envolvidos na morte do delegado. Para isso, oferece uma recompensa de R$ 5.000.

CRISE NO RIO

Com salários atrasados e falta de dinheiro para manutenção de veículos e equipamentos para a polícia, o Rio tem sofrido com o crescimento dos índices de violência.

A crise também enfraqueceu o projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), que estão passando por modificações, abrindo espaço para novas guerras entre facções de bandidos.

Ao longo de 2017, foram 134 policiais militares mortos na onda de violência que atinge o Rio de Janeiro. O último caso tinha sido em 30 de dezembro, também em São Gonçalo, quando o sargento reformado Renato Fagundes de Almeida, 47, foi assassinado após outra tentativa de roubo.

Ao menos duas novas mortes já foram registradas desde o início de 2018. O sargento Anderson da Silva Santos, 41, foi atingido por três tiros em Queimados, na Baixada Fluminense, e o soldado Ivanderson da Silva Pinheiro foi encontrado morto em Mutuá, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio. Os dois casos ocorreram no dia 3.

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