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31/05/2010 - 21h06

Pintor é confundido com policial, feito refém e torturado por 5 horas na zona sul de SP

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JULIANNA GRANJEIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Um pintor de 28 anos foi confundido com um policial e ficou refém de criminosos de meio-dia até por volta das 17h desta segunda-feira. Nesse período, ele foi torturado com pedaços de pau, barra de ferro e facas, segundo a polícia, em uma casa na rua José dos Santos Júnior, na região conhecida como favela do Conde (zona sul de SP). Duas pessoas foram presas.

Após uma denúncia anônima de que um homem mantido em cárcere privado seria assassinado, a polícia chegou ao local e encontrou o pintor coberto por um lençol. De acordo com o depoimento dele aos policiais, eram cinco ou seis criminosos que o agrediam.

Felipe de Melo Santos e Leandro Barros Marinho --ambos de 24 anos-- foram presos ao tentar fugir. Os dois têm passagem por tráfico de drogas.

"Ele contou que estava almoçando em um bar próximo ao local onde ficou detido quando os homens o pegaram. Disseram que ele era policial, que era forte e que aguentava apanhar. Também falaram que iam levá-lo para a favela do Aracati, no Jardim Ângela, para ser executado", disse o soldado da PM Cléverson de Freitas, que atendeu a ocorrência.

De acordo com o soldado, a vítima possui escoriações e hematomas no tórax, abdômen, braços e pernas, mas passa bem. Os criminosos teriam achado que o pintor era um policial disfarçado investigando tráfico de drogas na favela.

Santos e Marinho foram indiciados por cárcere privado e tentativa de homicídio. A ocorrência foi registrada no 27º DP (Campo Belo).

 

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