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06/06/2010 - 18h22

Ambulantes invadem Parada Gay; 20 mil litros de bebidas são apreendidas

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RICARDO WESTIN
DE SÃO PAULO

Apesar da proibição da Prefeitura de São Paulo da circulação dos vendedores ambulantes durante a Parada Gay, eles invadiram a avenida Paulista e comercializam desde comidas e bebidas, até enfeites de temas ligados à Copa do Mundo.

A 14ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) começou por volta das 12h30 deste domingo e deve acabar por volta das 20h. O evento teve início com um pedido especial aos governantes, o fim da intolerância e do preconceito sexual. Depois, o Hino Nacional foi executado em uma versão eletrônica.

De acordo com a Guarda Civil Metropolitana, por volta das 18h, o balanço parcial indicava que mais de 20 mil litros de bebidas haviam sido apreendidos, entre cervejas, refrigerantes e vinhos.

Enquanto alguns vendedores tentavam ser discretos, outros nem se importavam com a fiscalização e carregavam isopores na cabeça, que podiam ser vistos de longe. O preço médio da cerveja vendida era de R$ 4 e as garrafas de vinho eram comercializadas a R$ 6.

Mastrangelo Reino/Folhapress

Quando apreendido, o material comercializado pelos ambulantes é guardado em sacos plásticos e lacrados, sendo encaminhado para depósitos das subprefeituras. Se o vendedor apresentar nota fiscal do produto, poderá recuperá-lo a partir de amanhã, após o pagamento de uma multa por desrespeitar uma determinação da prefeitura.

Segundo o coronel da Polícia Militar Renato Cerqueira, responsável pelo policiamento da região, foram registradas 11 ocorrências em todo o evento, a maioria após discussões. Duas pessoas foram detidas sob suspeita de furto.

Cerca de 1.400 homens das polícias Militar e Civil fazem a segurança do evento. A Guarda Civil Metropolitana disponibilizou outros 700 agentes.

Ao todo, 320 pessoas foram socorridas nos postos móveis de atendimento após consumirem bebida alcoólica em excesso, sendo que 15 foram encaminhadas para hospitais.

Apesar de 900 banheiros químicos terem sido espalhados durante todo o percurso, eles não atendem a demanda do público e comerciantes da região chegam a cobrar entre R$ 2 e R$ 3 para o uso do banheiro em bares e restaurantes.

Rivaldo Gomes/Folhapress

Paulista

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) começou a liberar um trecho da avenida Paulista, no centro de São Paulo, após a passagem da Parada Gay. A pista estava bloqueada desde as 10h de hoje.

Segundo a CET, a liberação ocorreu por volta das 17h no sentido Consolação, no trecho entre a rua Brigadeiro Luís Antônio e a rua Peixoto Gomide. Logo após o desbloqueio, os veículos passaram a trafegar neste trecho da avenida. De acordo com estimativas da organização do evento, cerca de 3 milhões de pessoas devem participar da festa.

No sentido contrário, permanece a interdição, pois ainda há várias pessoas na rua e está sendo feita a limpeza da via antes de ser liberada.

A parada gay de São Paulo é considerada a maior do mundo. O evento é realizado pela Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, uma organização fundada em 1999.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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