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07/07/2010 - 19h39

Oito meses depois, Bruno é denunciado por 1ª agressão

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HUDSON CORRÊA
DO RIO

Oito meses após Eliza Samudio, 25, fazer a primeira acusação contra o goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, o Ministério Público do Rio o denunciou nesta quarta-feira por lesão corporal, sequestro e cárcere privado contra sua ex-amante.

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Essa denúncia se refere à queixa contra o jogador feita em outubro de 2009 por Eliza na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Jacarepaguá.

A acusação resultou na abertura de inquérito e a polícia chegou a pedir à Justiça proteção à Eliza, conforme revelou a Folha no sábado. Nenhuma medida, porém, foi tomada até o desaparecimento dela no início de junho. A desculpa era que o exame do IML (Instituto Médico Legal) não estava pronto.

O exame atestaria tentativa forçada de aborto, pois Eliza estava grávida supostamente de Bruno. O goleiro, além de agredir, teria feito a ex-amante tomar algum tipo de chá abortivo por rejeitar a criança.

Rafael Andrade/Folhapress
Goleiro Bruno ao deixar a Polinter, após se entregar, na zona norte do Rio
Goleiro Bruno deixa a Polinter, onde se entregou, na zona norte do Rio; polícia o aponta como principal suspeito

O promotor de Justiça também pediu a prisão preventiva (por tempo indeterminado) do goleiro. Se concedida, será a terceira em menos de um dia.

Pela manhã, a Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do jogador na investigação sobre desaparecimento de Eliza, que teria ocorrido na região metropolitana de Belo Horizonte.

Já a do Rio decretou a temporária (cinco dias) pela acusação de novo sequestro de Eliza no dia 4 de junho em um hotel na Barra da Tijuca. Desde então, a ex-amante do jogador está desaparecida e a polícia procura seu corpo.

O promotor de Justiça Alexandre Murilo Graça também denunciou e pediu a prisão de Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, amigo de Bruno. Ele teria participado da agressão contra Eliza.

"Os elementos dos autos [processo] demonstram que o primeiro denunciado [Bruno] tem personalidade distorcida, sempre agindo com brutalidade e acompanhado de seguranças. Inclusive, todos nós sabemos das declarações dadas pelo denunciado nos jornais, indicando que se trata de pessoa que não se importa em utilizar de violência física, principalmente contra mulheres", disse o promotor no pedido de prisão preventiva.

Segundo o promotor, Bruno e Macarrão podem ser condenados a até oito anos de reclusão.

Editoria de Arte/Folhapress
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