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Pai de Eliza Samudio pede em programa de TV mudança na lei para crimes hediondos
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MARTHA ALVES
DE SÃO PAULO
O empresário Luís Carlos Samudio disse na noite desta segunda-feira (12) no programa "Superpop", da RedeTV!, que a filha Eliza Samudio, 25, morreu porque era uma pessoa corajosa e a prova disso foi "que ela peitava o assassino publicamente" para defender os direitos do filho.
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Durante todo o programa, o empresário evitou falar o nome do goleiro Bruno, do Flamengo, um dos suspeitos pelo desaparecimento da ex-amante.
O único momento que Samudio citou o nome de Bruno foi quando disse à apresentadora Luciana Gimenez que está convencido que o neto é filho do goleiro, porque não duvidava da palavra da filha. Em seguida, Samudio ironizou para afirmar que o neto se parece com o pai e usou uma frase que atribui a Bruno: "É a cara do pai, vai ser um garanhão".
Samudio disse que vai usar a história da filha assassinada como símbolo de uma luta para mobilizar a população e autoridades para a realização de um plebiscito nacional para mudar a lei para crimes hediondos. Na lei atual, apesar de muitas vezes a pena ser elevada, o condenado pode cumprir 30 anos de prisão, no máximo.
"Precisamos de prisão perpétua para crimes hediondos para que a minha filha e a de mais ninguém seja morta de forma tão atroz, terrível e covarde", disse Samudio.
Durante o programa, Samudio não foi questionado pela apresentadora e convidados sobre o processo judicial pelo qual responde por estupro, no Paraná.
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