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Polícia de Minas diz que investigador filmou Bruno em vídeo divulgado na TV
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PAULO PEIXOTO
DE BELO HORIZONTE
A Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quarta-feira, por meio de nota, que foi um investigador quem filmou as declarações do goleiro Bruno Fernandes, suspeito de participação no suposto assassinato da ex-amante Eliza Samudio. As imagens vazaram e foram divulgadas pelo "Fantástico", da TV Globo, no domingo (18).
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Após vídeo vazar, polícia afasta delegadas do caso Bruno
O responsável pelo vazamento, porém, não foi identificado ainda.
Segundo a corregedoria, o inquérito que investiga o caso tem 30 dias para ser concluído, quando deverá ser apontado o responsável: um agente da Polícia Civil ou um funcionário administrativo lotado na corporação.
"Outros esclarecimentos técnicos de apuração estão em curso para esclarecimento dos fatos, com a identificação dos responsáveis pelo fornecimento destas imagens a um veículo de comunicação", afirma a nota.
De acordo com a Corregedoria, a máquina fotográfica digital usada na gravação e um computador no qual o vídeo teria sido copiado e armazenado foram encaminhados para perícia --os laudos serão anexados na investigação.
O vídeo foi feito durante o voo em que Bruno e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, eram transferidos do Rio para Belo Horizonte. O avião pertence à polícia mineira, e as delegadas Alessandra Wilke e Ana Maria Santos, que chegaram a ser afastadas das investigações, acompanharam os suspeitos.
A corporação afirma que a gravação foi autorizada pela autoridade policial que acompanhava o voo, e que as imagens serviriam "como registro de toda a operação realizada" no Rio. Além das declarações no avião, também foi filmada a participação da polícia mineira nas investigações conduzidas na cidade.
CHOCADO
No vídeo, Bruno diz que ficou chocado com as atitudes tomadas por Macarrão, seu amigo e braço direito, e afirma que não sabia o que havia acontecido com Eliza. Ele disse que se assustou quando viu o filho dela com o amigo, e perguntou o que estava havendo. Segundo ele, Macarrão teria dito que deu dinheiro para Eliza e que ela havia deixado o menino com ele e ido embora.
Como tinha que se apresentar no Flamengo, Bruno, então, teria chamado a ex-mulher, Dayanne de Souza, para ajudá-lo com o bebê. Ele disse que achou que Eliza estaria "armando" alguma coisa novamente. Se referindo às acusações de ter forçado Eliza a ingerir remédios abortivos.
Ele contou que esteve pouco tempo com Eliza e que teria intenção de assumir a criança. "Estive com ela e com uns amigos. Ela ficou comigo e com uns amigos também. Fiquei com ela só uma vez e por quase 20 minutos só. Eu disse que se o filho fosse meu eu assumiria", afirmou.
Na denúncia de agressão registrada por Eliza em outubro do ano passado, porém, ela disse que teve um relacionamento com o goleiro durante três meses, e que Bruno teria forçado a realização de um aborto. O teste do laboratório indicou que Eliza tinha ingerido uma substância abortiva.
Na época, a juíza Ana Paula de Freitas, do 3º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, negou o pedido de proteção pedido por Eliza porque entendeu que não havia vínculo afetivo com o agressor.
Bruno diz que, na época, mandou Macarrão negociar um acordo com Eliza porque não conversava mais com ela e que o acertado seria que ele pagaria uma pensão mensal de R$ 3.500, além do aluguel de um apartamento, totalizando R$ 6.000.
Bruno disse que Macarrão era seu amigo de infância e que tinha plena confiança nele. Bruno disse também que a amizade dos dois era de mais de 18 anos e que Macarrão cuidava de todos os seus negócios, inclusive da administração de seus bens, para que ele só se preocupasse com o futebol.
Depois do que aconteceu, Bruno disse que não tem como confiar mais em Macarrão. "Não sei o que deu na cabeça do Macarrão. Hoje, com tudo o que aconteceu, é difícil de acreditar nele" disse o goleiro.
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