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PM suspeito de corrupção após acidente com Mascarenhas está "fragilizado", diz defesa
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DIANA BRITO
DO RIO
O advogado Claudenor de Brito Prazeres assumiu nesta quarta-feira a defesa do cabo Marcelo de Souza Bigon, suspeito de receber propina para liberar o motorista que atropelou o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, após o acidente. De acordo com o defensor, o policial está "fragilizado" devido à acusação.
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Bigon foi transferido ontem (27) para o BEP (Batalhão Especial Prisional), em Benfica (zona norte do Rio), após a juíza auditora da Justiça Militar do Estado do Rio, Ana Paulo Barros, decretar a prisão preventiva dele e do sargento Marcelo José Leal Martins.
Prazeres esteve na manhã desta quarta-feira no 15ª DP, onde os PMs seriam ouvidos pela polícia. Apesar disso, o depoimento não aconteceu. "No BEP a rotina é diferente e será feita nova solicitação para que prestem depoimento", afirmou a delegada Barbara Lomba.
O advogado afirmou à Folha que a afirmação do pai do motorista Rafael Bussamra, que atropelou o filho da atriz, é apenas uma "estratégia para desviar o foco do caso". O pai do rapaz, o empresário Roberto Bussamra disse em depoimento à polícia que os PMs liberaram o Siena de seu filho, pediram R$ 10 mil de propina e combinaram de receber o dinheiro no dia seguinte.
O empresário acompanhou o filho no momento do pagamento, já pela manhã de quarta-feira (21), mas recebeu uma ligação da mulher informando que a vítima era filho da atriz Cissa Guimarães e estava morto. Segundo o depoimento, ele passou mal com a notícia e os policiais deixaram o local com R$ 1.000.
"FRUTOS PODRES"
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou nesta quarta-feira que os dois policiais envolvidos no caso da morte de Rafael são "frutos podres" da Polícia Militar. Já o comandante da Polícia Militar, coronel Mario Sérgio Duarte, afirmou que a atitude deles é "característica de expulsão".
"Punir a gente pune. Temos mais de 750 policiais punidos ou expulsos. O que estamos determinados é para que a Corregedoria, tanto militar como da Polícia Civil, não sejam somente reativas, sejam mais investigativas, que antecipe essa situação", completou Beltrame.
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