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29/07/2010 - 19h15

Zico não deve mais testemunhar no caso do goleiro Bruno

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DA LANCEPRESS

O advogado que defende o goleiro Bruno, Ércio Quaresma, disse na tarde desta quinta-feira que deve desistir de contar com o diretor de futebol do Flamengo, Zico, como testemunha no processo que Eliza Samudio moveu contra o atleta por sequestro e agressão, em outubro de 2009.

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O ex-jogador afirmou que poderia depor sem problemas quando soube que havia sido escalado como uma das testemunhas do caso. Mas, como passou poucos dias com o goleiro, sua ajuda pode não ser tão relevante.

"Ele foi arrolado, mas possivelmente eu devo pedir a substituição, uma vez que não houve muita relação entre ele e o Bruno. Eles só se conheceram por cinco dias", afirmou o advogado ao jornal "Estado de Minas".

O advogado de Bruno ainda criticou o promotor Eduardo Paes, do Ministério Público do Rio de Janeiro, que disse ser "no mínimo falta de sensibilidade constar no rol de testemunhas o nome da Eliza", contestando a convocação do advogado, que incluía ainda os jogadores Adriano e Vagner Love.

"Eu não devo satisfação ao Ministério Público sobre meu rol de testemunhas. Absurdo seria arrolar o Lula, o Barack Obama, o Papa. Ele que fique quietinho no canto dele, porque se ele quiser brigar pela mídia, eu tenho muito mais horas de TV do que ele", concluiu Ércio Quaresma.

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QUEM É QUEM

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Reprodução
Goleiro Bruno Fernandes
Goleiro Bruno Fernandes

Bruno Fernandes Souza
O goleiro do Flamengo é suspeito de ser o mandante do crime e ter presenciado a morte de Eliza. No Rio, foi indiciado por sequestro e lesão corporal em 2009. Em Minas, pode ser indiciado por sequestro, homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão)
Amigo, funcionário e braço direito de Bruno. Segundo a polícia, é suspeito de ter sequestrado Eliza e presenciado sua morte. Também foi transferido para Minas.

Reprodução
Luiz Henrique Romão (Macarrão)
Luiz Henrique Romão

Sérgio Rosa Sales (Camelo)
Também primo do jogador, foi preso pela suspeita de ter mantido Eliza refém e a levado para execução. Relatou, em um primeiro depoimento, a presença de Bruno, Macarrão e do adolescente na morte de Eliza. Depois, disse que mentiu à polícia e que Bruno não presenciou o assassinato, mas manteve a afirmação de que o primo ordenou que escondessem o bebê.

Reprodução
Dayanne Souza
Dayanne Souza

Dayanne Rodrigues do Carmo Souza
Mulher do jogador, está presa em Minas. De acordo com a polícia, escondeu o bebê de Eliza a mando de Macarrão. Após trocar de advogados, contestou a versão da polícia dizendo que viu Eliza viva no dia 10 de junho.

Adolescente
Primo do jogador de 17 anos, foi localizado na casa de Bruno no Rio. Em depoimento à polícia, disse ter ajudado no sequestro e agredido Eliza. Foi o primeiro a confirmar a morte da ex-amante e disse que seu corpo foi comido por cães.

Folhapress
Marcos Aparecido dos Santos
Marcos Aparecido dos Santos

Marcos Aparecido dos Santos (Bola, Paulista ou Neném)
Ex-policial civil, tem uma empresa de segurança registrada para treinar cães. Foi preso em Minas acusado pela polícia de ser o executor de Eliza e de ocultar o cadáver. Em depoimento, disse "não saber de nada" sobre a morte dela.

Elenilson Vitor da Silva
Caseiro do sítio de Bruno em Esmeraldas (MG), foi preso após determinação da Justiça de Minas por suspeita de ter sido omisso no cárcere privado e nas agressões a Eliza. Ficou calado no depoimento que prestou à polícia.

Wemerson Marques de Souza (Coxinha)
Amigo do jogador, é suspeito de ter escondido o filho de Eliza na periferia de Contagem (MG), o que motivou sua prisão. Ele dirigia o Range Rover do jogador --onde foi encontrado o sangue de Eliza-- quando o veículo foi apreendido.

Flávio Caetano de Araújo
Amigo do goleiro, é suspeito de ajudar a esconder o bebê. Seu carro foi usado por Bruno no dia em que Eliza teria sido morta.

Fernanda Gomes Castro
Ex-amante do goleiro Bruno é suspeita de ter participado do transporte de Eliza e do filho do Rio até Minas. Em depoimento, negou ter tido contato com Eliza. Segundo o advogado Ércio Quaresma, ela disse no depoimento que cuidou do filho de Eliza a pedido de Macarrão, esteve no motel em Contagem (MG) e no sítio do goleiro.

Sônia de Fátima Moura
Mãe de Eliza, que a abandonou quando pequena. Obteve a guarda provisória de seu neto e voltou para Campo Grande (MS).

Luiz Carlos Samudio
Pai de Eliza, foi quem a criou. Chegou a ficar com o neto por alguns dias, mas perdeu a guarda para a ex-mulher. Foi condenado a oito anos de prisão no Paraná, acusado de estuprar uma outra filha, que então tinha 10 anos de idade. Ele recorreu da decisão.

 

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