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30/07/2010 - 14h46

Polícia pede imagens de ônibus após PMs serem acusados de causar overdose

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DIANA BRITO
DO RIO

A Polícia Civil do Rio solicitou nesta sexta-feira as imagens do ônibus em que dois homens foram abordados por policiais militares na noite de ontem (29) em Taquara, zona oeste do Rio. A polícia investiga uma acusação de que eles teriam obrigado a dupla a ingerir cocaína com água, o que pode ter provocado overdose e a morte dos dois.

PM afasta policiais suspeitos de obrigar jovens a ingerir drogas
PMs são suspeitos de obrigar jovens a ingerir cocaína

De acordo com a polícia, a abordagem a Jorge Alex da Silva Cardoso, 35, e Atenildo Oliveira de Souza, 28, aconteceu na linha 760 (Curicica-Madureira), da empresa Santa Maria. Apesar disso, ainda não sabem se as câmeras gravaram a abordagem. Também foi solicitado à prefeitura imagens de câmeras próximas a cabine da polícia.

De acordo com uma testemunha, Cardodo e Souza foram obrigados a beber a solução com a droga depois de serem retirados do transporte por policiais e levados a uma cabine na Taquara, a cerca de 300 metros da delegacia. Os rapazes teriam sofrido overdose e morreram.

Apesar disso, segundo o delegado Felipe Renato Ettore, titular da Divisão de Homicídios do Rio, os policiais são considerados apenas testemunhas, mas nenhuma hipótese está sendo descartada. Ele destacou ainda que não pretende ouvir mais ninguém sobre o caso até que sejam concluídos os laudos cadavérico e toxicológico. A previsão é que o resultado saia em até 15 dias.

Durante depoimento prestado hoje os policiais negaram o crime. Segundo o comandante do Batalhão de Jacarepaguá, coronel Djalma Beltrami, eles foram "categóricos" e não entraram em contradição.

Os soldados disseram durante depoimento que Cardoso e Souza saíram da cabine e foram beber em um bar a cerca de 200 metros da cabine policial, onde passaram mal e morreram. Exames toxicólogicos serão realizados para saber se as vítimas ingeriram cocaína ou outra substância. A previsão é que os resultados sejam divulgados pelo IML (Instituto Médico Legal) em até 30 dias.

 

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