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03/08/2010 - 08h25

Sinalização confunde os usuários do corredor de ônibus Diadema-Brooklin, em SP

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VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
DE SÃO PAULO

Passageiros, motoristas e pedestres ficaram confusos ontem (2) no primeiro dia útil de operação do corredor de ônibus Diadema-Brooklin. Com a ausência de radares para detectar invasões, carros e motos furavam o bloqueio e transitavam na faixa exclusiva para os coletivos. Alguns ônibus também circulavam fora da sua faixa.

Ao meio-dia, funcionários da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ainda pintavam a sinalização na pista. Dezenas de ônibus ainda não adaptados paravam nos antigos pontos à direita da avenida, em vez de trafegar ao lado do canteiro central.

Apu Gomes/Folhapress
Congestionamento na faixa para carros na av. Cupecê no primeiro dia útil após a inauguração do corredor de ônibus
Congestionamento na faixa para carros na av. Cupecê no primeiro dia útil após a inauguração do corredor de ônibus

Os usuários não sabiam onde esperar. Diversas paradas do novo corredor ficam justamente em frente às antigas, ainda não desativadas. "Acabei de perder o ônibus que ia tomar porque o motorista parou do outro lado, fora do corredor", disse a vendedora Ana Júlia Santos.

"Meu carro não tem porta dos dois lados, não tenho como dirigir pelo corredor", afirmou o motorista de ônibus Antônio Celso.

Em diversos trechos, o alambrado já estava destruído. Operários faziam remendos com arame para evitar que pedestres se arriscassem ao atravessar a via. Muitos passageiros caminhavam tranquilamente pela faixa.

Sem sinalização, carros fechavam cruzamentos e faziam conversões proibidas no corredor. Só havia marronzinhos da CET próximo ao shopping Morumbi.

A rota liga o terminal de Diadema à estação Morumbi da CPTM. Com o novo corredor, o tempo gasto para ir do Morumbi a Diadema caiu em média dez minutos, segundo motoristas e passageiros.

A reportagem da Folha foi até Diadema de carro e voltou de ônibus pelo corredor. "Achei bem melhor. Antes levava uns 40 minutos, agora chegamos em meia hora", disse a operadora de caixa e passageira Fabiana Souza.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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