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06/08/2010 - 09h19

Juíza rebate advogados e diz ser competente para julgar caso Bruno

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RODRIGO VIZEU
DE BELO HORIZONTE

A juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem (região metropolitana de Belo Horizonte), que é responsável pelo caso Bruno, rebateu a defesa do jogador e disse ser competente para julgar o processo.

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Crime foi planejado e custou R$ 3.000, diz delegado
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Os advogados do goleiro Bruno Fernandes e de outros réus haviam pedido que a juíza fosse declarada incompetente para julgar o grupo porque, segundo as investigações, o crime aconteceu em Vespasiano (também na Grande BH) e não em Contagem. A partir disso, a defesa pediu a paralisação do processo.

O desembargador Hélcio Valentim, do Tribunal de Justiça de Minas, disse não haver provas para decidir em favor dos advogados, mas deu prazo para que a juíza prestasse esclarecimentos.

Eugenio Moraes-29.jul.10/Jornal Hoje em Dia/Folhapress
Para a polícia, goleiro Bruno, suspenso do Flamengo, foi autor intelectual e material do assassinato de Eliza Samudio
Para a polícia, goleiro Bruno, suspenso do Flamengo, foi autor intelectual e material do assassinato de Eliza Samudio

Rodrigues justificou que, apesar de o crime supostamente ter sido em Vespasiano, a polícia fez vários pedidos em Contagem, como prisões, buscas e quebras de sigilo. Além disso, afirmou, o veículo Range Rover de Bruno foi apreendido na cidade.

A juíza também ponderou que, no início das investigações, as suspeitas eram de que o crime havia sido cometido dentro do sítio de Bruno, que segundo ela fica no limite entre as comarcas de Contagem e Esmeraldas.

O TJ de Minas informou que, mesmo que o desembargador não aceite a justificativa da juíza e passe o caso para algum magistrado de Vespasiano, tudo que foi decidido até agora por ela continuará valendo.

Na tarde de ontem, a Polícia Civil de Minas prendeu Fernanda Gomes Castro, suposta amante do goleiro Bruno. Fernanda, que mora no Rio, foi encontrada pela polícia em Ribeirão das Neves, também na Grande BH. Ela estava na casa dos pais de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço direito de Bruno e que também está preso.

A Justiça também decretou a prisão preventiva --que pode durar até o julgamento-- de Bruno, Macarrão e outros seis suspeitos de envolvimento no suposto homicídio de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Eles cumpriam prisão temporária, que expira em 30 dias, e deixariam a prisão hoje.

 

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