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24/10/2010 - 19h00

Sequestrada há uma semana, filha de empresário é libertada no interior do PR

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DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA

A polícia do Paraná anunciou ter libertado neste sábado (23) uma adolescente de 17 anos, sequestrada há uma semana na região noroeste do Estado. Dois homens de São Paulo e duas mulheres do Paraná foram presos em flagrante sob acusação de envolvimento no sequestro da garota.

A vítima é filha de um empresário --dono de fazendas, postos de combustíveis e de concessionárias de automóvel em Paranavaí (496 km de Curitiba). A casa da família do empresário foi invadida no último dia 16. Depois de roubar bens e dinheiro, o grupo levou a adolescente como refém.

A polícia informou que o grupo monitorou os hábitos da família durante um mês com o objetivo de realizar o sequestro.

De acordo com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, nas negociações, os sequestradores exigiram R$ 2 milhões pela libertação da garota.

A adolescente foi localizada e libertada sem ferimentos por volta das 23h30 deste sábado, segundo a secretaria. Não houve nenhum pagamento de resgate, informou a pasta.

Policiais civis do grupo Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão), especializado na investigação de sequestros, localizaram o cativeiro num pequeno apartamento no município de Umuarama (580 km de Curitiba).

Os presos são Luiz Carlos Bofetti, 39, Ed do Nascimento Alves, 23, Josiele Pereira de Lima, 23, e Márcia Neves Saraiva Guedes, 35.

Bofetti e Alves foram presos dentro do cativeiro. As duas mulheres foram localizadas em suas casas, em Umuarama.

A Folha tentou contato com os advogados deles, mas não conseguiu.

Segundo a polícia, as mulheres eram as responsáveis pela limpeza e compra de mantimentos para o cativeiro.

Bofetti foi apontado, ainda de acordo com a polícia, como integrante do grupo que assaltou a casa do empresário.

Segundo as investigações, os contatos entre sequestradores e a família eram feitos a partir de São Paulo.

Em média, criminosos e familiares faziam um contato telefônico por dia. Nas conversas, segundo a polícia, havia ameaças de morte caso o pagamento do resgate não fosse feito.

As investigações prosseguem porque a polícia diz que outras pessoas participaram do sequestro.

O delegado Riad Braga Farhat, do grupo Tigre, estimou que o grupo gastou R$ 5.000 no aluguel e na manutenção do cativeiro, além de ter usado o dinheiro na compra de telefones celulares.

 

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