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24/11/2010 - 19h01

Rio registra novos ataques; número de veículos queimados sobe para 32

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DO RIO
DE SÃO PAULO

Atualizado às 20h44.

Um ônibus e um caminhão foram incendiados na tarde desta quarta-feira na rua Leopoldo Bulhões, que margeia o complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio.
Não há feridos e ninguém foi preso. Com os ataques, sobe para 32 o número de veículos incendiados desde domingo (21).

Leia a cobertura completa sobre os ataques no Rio
Ações da PM contra ataques deixam 14 mortos e 25 detidos
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Para tentar conter a violência, a Polícia Militar realiza hoje operações em ao menos dez favelas. Balanço parcial mostra que 13 suspeitos foram mortos e outros 25 acabaram detidos.

Ao todo, mais de 150 pessoas foram detidas desde segunda-feira (22) --foram incluídos neste total os resultados de uma operação em uma cracolândia, na segunda.

Durante as operações desta quarta, 14 armas foram apreendidas e dois policiais militares foram feridos. A PM também apreendeu drogas --só na Vila Cruzeiro (zona norte) foi uma tonelada de maconha-- e material inflamável.

Sergio Moraes/Reuters
Policiais fazem operação na favela do Jacarezinho em busca de responsáveis por ataques; veja fotos
Policiais fazem operação na favela do Jacarezinho em busca de responsáveis por ataques; veja fotos

VIOLÊNCIA

Os arrastões e incêndios de veículos começaram no último domingo. A Polícia Militar entrou de prontidão em toda a região metropolitana devido aos ataques. Por determinação do Comando Geral, os PMs de folga estão sendo chamados a seus batalhões.

Na segunda-feira (22), o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, disse que novos ataques podem acontecer de 'traficantes emburrados', em retaliação às UPPs e a transferência de presos para presídios federais.

Nesta quarta, em entrevista à rádio CBN, Cabral afirmou que a onda de arrastões e incêndios de veículos na cidade e região metropolitana são "desespero de marginais".

"Nós temos uma equipe corajosa. Temos que manter a serenidade. Falei [com o presidente] Lula ontem duas vezes", disse o governador.

"Há trabalho de inteligência da Polícia Civil junto com a Polícia Federal, Forças Armadas e a Polícia Rodoviária Federal", acrescentou.

 

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