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Com 300 homens, PF integra operações no Rio nesta sexta-feira
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DE SÃO PAULO
O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou na noite desta quinta-feira que 300 agentes da Polícia Federal darão apoio às operações policiais que tentam coibir a onda de ataques que ocorrem em diversos pontos do Estado desde o domingo (21).
Leia a cobertura completa sobre os ataques no Rio
Veja o mapa da violência no Rio
Entenda a operação na Vila Cruzeiro
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"A polícia amanhã terá reforço da Polícia Federal. São ações complexas, mas temos objetivos de onde queremos chegar", disse. Serão 300 agentes que estarão à disposição do comando da Segurança Pública.
O Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, confirmou a informação em Florianópolis (SC). Ao chegar à reunião da Enccla (Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro), Barreto disse que não poderia dar detalhes da ação, que é resultado de trabalhos de inteligência da PF e vai envolver delegados e agentes da PF.
Durante entrevista coletiva na sede da secretaria, Beltrame disse que a polícia vai permanecer na Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade, que foi palco hoje de uma grande operação policial.
"Não vamos sair da Vila Cruzeiro. É importante prender essas pessoas, mas é mais importante tirar território. Ações de repressão como as de hoje são importantes como parte de um projeto maior que é a retomada de território pelo Estado", afirmou.
ENTENDA OS ATAQUES
Desde o fim de semana o Rio vem sofrendo uma série de ataques criminosos. O balanço geral até agora é de 27 mortos e 46 veículos incendiados, contando com um ônibus queimado na manhã desta quinta. Nove incêndios aconteceram entre as 20h da noite de quarta-feira (24) e o início da madrugada de hoje.
Na segunda-feira (22), Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, ligaram a série de ataques à política de ocupação de favelas por UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e à transferência de presos para presídios federais.
Beltrame não descartou novos ataques de "traficantes emburrados" e afirmou que o Rio não mudará a política de segurança pública.
Para o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, a onda de arrastões e de veículos incendiados na cidade é uma ação orquestrada por uma única facção criminosa com objetivo de causar medo na população e de desacreditar a política de segurança pública do Estado. Ele não citou o nome, mas se referia ao Comando Vermelho.
Para tentar conter a articulação de líderes de facções criminosas, Beltrame pediu na terça-feira ao Tribunal de Justiça a transferência de pelo menos oito presos para presídios federais.
Uma investigação da polícia do Rio aponta também para uma articulação entre traficantes de duas facções criminosas para uma eventual mega-ação de confronto para o próximo sábado, dia 27.
Nas conversas entre traficantes interceptadas pela polícia aparecem sugestões de atirar contra as sedes dos governos estadual e municipal e lançar explosivos em áreas de grande aglomeração, como shopping centers na zona sul e pontos de ônibus.
O policiamento nas ruas foi reforçado, com os agentes colocados em estado de alerta, e operações foram deflagradas para impedir que o confronto se materialize.
Foi ventilado por integrantes das facções criminosas o planejamento de ações para atingir diretamente familiares do governador Sérgio Cabral.
| Silvia Izquierdo/AP | ||
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| Veículo é incendiado no Rio Comprido, Rio de Janeiro; veja outras imagens |
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