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29/11/2010 - 21h04

PM do Rio vai criar ouvidoria especial para queixas de moradores do Alemão

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JOÃO PEQUENO
DO RIO

O comandante-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, orientou moradores do Complexo do Alemão que se queixam de excessos de policiais durante a operação do fim de semana a procurarem a ouvidoria que será aberta a partir das 14 horas desta terça-feira (30) no 16º Batalhão, em Olaria.

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O comandante percorreu a rua Joaquim Queiroz, principal entrada da favela da Grota, na noite desta segunda-feira, até a localidade conhecida como Beco do Abacate. Nos cerca de 30 minutos que permaneceu no local, ouviu reclamações de três moradores.

O autônomo Carlos Lopes da Silva, 53, contou ter tido uma TV de 42 polegadas furtada. O comerciário Valdeir de Freitas Ribeiro, 24, disse que precisou ficar fora de casa durante os confrontos mais intensos, e que encontrou sua residência "toda revirada" ao voltar.

Já Angélio de Sousa, 23, que trabalha para uma operadora de celular, contou ter tido um aparelho de DVD e um telefone celular furtados, além de R$ 50. "Isso é uma sacanagem! A gente não é contra o trabalho da polícia, mas eles têm que respeitar quem é trabalhador".

O coronel também recebeu mensagens de apoio. Quando deixava a favela, um morador gritou seu nome, em tom de exaltação. Na entrada da favela, um varal expõe diversas mensagens de apoio à polícia.

Fernando Bizerra Jr./Efe
Policial revista morador na favela da Grota, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio; veja imagens
Policial revista morador na favela da Grota, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio; veja imagens

Ele também reafirmou que a polícia não deve sair do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro. "Não é uma operação por tempo indeterminado, mas por tempo permanente (...) Nós já planejávamos tomar esse local, mas os bandidos fizeram a agenda. Ao atacar a população, criaram um elo entre a PM, o povo e as Forças Armadas", disse.

Duarte afirmou ainda que a PM procura mais armas e criminosos no Complexo do Alemão, e tem contado com informações de moradores. Segundo o coronel, traficantes obrigaram comerciantes a esconder armas em suas lojas, além dos esconderijos na mata próxima ao conjunto de favelas.

 

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