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03/12/2010 - 20h41

Balanço mostra 518 armas apreendidas e 118 presos em operações no Rio

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DA AGÊNCIA BRASIL
DO RIO

A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira um balanço das apreensões e prisões feitas desde o início das operações para conter a onda de violência no Rio --do dia 21 de novembro até esta quinta (2).

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Em 12 dias de confrontos, incluindo as invasões nos complexos da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, foram apreendidas 518 armas --sendo 200 pistolas, 140 fuzis, 73 revólveres, 35 metralhadoras, 34 espingardas e 18 submetralhadoras, além de 38 granadas e seis bombas artesanais.

O total de drogas apreendidas é de 34,1 toneladas --sendo 33,8 toneladas de maconha, 313,9 kg de cocaína, 54 kg de crack e 1,9 kg de haxixe, além de 108 litros de cloreto de etila, usado para fazer lança-perfume.

O número de presos ficou em 118, com a apreensão de 21 menores de idade.

A maior parte das apreensões e prisões ocorreu na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão. Algumas ocorrências foram em outras áreas, em confrontos diretos com os criminosos, que tentavam espalhar o terror, ateando fogo a veículos em diversas partes da cidade.

Joel Silva/Folhapress
Militares do Exército na entrada do Complexo do Alemão
Militares do Exército ficam na entrada do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro

OCUPAÇÃO

A partir da próxima segunda-feira (6), a Polícia Militar vai montar um quartel de campanha para ajudar o Exército no trabalho de vistoria do Complexo do Alemão.

Segundo a PM, 250 homens irão trabalhar em conjunto com o Exército para fazer um pente fino nas favelas da região. Os policiais virão de batalhões diversos e formarão uma unidade voltada para a região. Eles usarão, inclusive, um uniforme especialmente preparado, diferente dos utilizados por batalhões.

Provisoriamente, os policiais vão ficar lotados no 16º Batalhão da PM (Olaria). Depois, vão ocupar, em sistema de rodízio, três casas: uma na Vila Cruzeiro e duas no Complexo do Alemão. O comandante será o coronel Edvaldo Camelo.

O coordenador de comunicação da Polícia Militar do Rio, o coronel Lima Castro, afirmou que o Exército não fará incursões nas favelas dos complexos do Alemão e da Penha. A função dos militares das Forças Armadas será fazer o patrulhamento da área, no entorno das favelas, vigiando as entradas. Será a Polícia Militar a responsável pelas operações nas comunidades, vasculhando as casas.

O objetivo, segundo Lima Castro, é que os policiais fiquem conhecidos dos moradores, criando uma identificação com eles. Vão ficar até a instalação das UPPs na região, o que acontecerá no próximo ano, ainda sem data definida.

O Complexo do Alemão foi ocupado domingo (28), com o apoio das Forças Armadas, praticamente sem resistência dos traficantes. Na quinta-feira (25), policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo. As ocupações ocorreram após uma série de atentados ocorridos na cidade, que resultaram em mais de cem veículos queimados.

As ações criminosas seriam uma retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em morros e favelas, segundo as autoridades de segurança.

 

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