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Exército permanece no Rio por prazo indeterminado e subirá morros, diz ministro
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DO RIO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Atualizado às 18h07.
Após reunião no Palácio Guanabara, na tarde deste sábado, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciaram que o Exército permanecerá por tempo indeterminado e poderá fazer operações de patrulha e revista dentro dos Complexos do Alemão e da Penha. Os militares, no entanto, não poderão entrar nas casas de moradores.
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A solução é um meio termo entre o que queriam as duas partes. Cabral desejava uma participação efetiva do Exército na ocupação das favelas, liberando os policiais militares para outras funções na cidade. Mas havia resistência das Forças Armadas quanto a desempenhar papel de polícia, algo não previsto na Constituição.
Caberá à Polícia Militar fazer as buscas e apreensões, portanto, nas residências. Homens do Exército circularão pelas vias das favelas e poderão revistar moradores.
"Mudança fundamental é que agora sobe o morro", afirmou Jobim.
O comando da operação fica com o Exército, explicitou o ministro.
| Joel Silva/Folhapress | ||
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| Militares do Exército patrulham entrada do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro |
Segundo Jobim, não há prazo prefixado para o Exército deixar o Alemão e a Vila Cruzeiro. O trabalho será avaliado a cada 30 dias, por meio de relatórios. Cabral pedira que a permanência durasse até outubro de 2011.
Também foi anunciado que equipamentos das outras forças, Marinha e Aeronáutica, poderão ser utilizados. Para a ocupação das favelas, blindados da Marinha foram fundamentais.
O Complexo do Alemão foi ocupado domingo (28), com o apoio das Forças Armadas, praticamente sem resistência dos traficantes. Na quinta-feira (25), policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo. As ocupações ocorreram após uma série de atentados ocorridos na cidade, que resultaram em mais de cem veículos queimados.
As ações criminosas seriam uma retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em morros e favelas, segundo as autoridades de segurança.
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