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17/12/2010 - 08h14

Casarão demolido na Augusta reaviva memória de paulistanos

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JAMES CIMINO
DE SÃO PAULO

Na esquina das ruas Augusta e Dona Antônia de Queirós, no centro de São Paulo, havia um casarão do qual pouco se sabia. E, embora os órgãos de patrimônio nada tenham registrado sobre ele, alguns paulistanos guardam lembranças do lugar.

Casarão na rua Augusta dá lugar a prédio

A foto do imóvel, publicada anteontem na Folha, refrescou a memória dos leitores. Entre eles, o assessor de imprensa Manoel Carlos Jr., filho do autor de novelas.

"Minha família morou no nº 50 da Dona Antônia de Queirós por quase toda a década de 1960. Lembro-me deste casarão: tinha algumas portas e salas dando para a rua. Funcionava um barbeiro, a sede de um clube que deveria ter um timinho de futebol, mas todo mundo ficava tomando cerveja e jogando truco, damas, por ali. E umas pessoas moravam na parte de cima. Era bonito, mas já maltratado."

O mesmo barbeiro foi lembrado por outros dois leitores. Pedro Geraldo Costa Jr. recordou-se, inclusive, do nome: seu Felipe.

"Na sua esquina, havia um botequim que recebia Ulisses Guimarães e outros políticos da época. Ao lado, a barbearia do seu Felipe. Apagam do mapa nosso passado e nos tiram da memória toda lembrança. Assim, a cidade segue a esmo e sem história."

O casarão foi abaixo ontem. A construtora Esser afirmou que pretende dar alguns detalhes do futuro do local.

Mateus Bruxel/Folhapress
Parte do casarão na esquina das ruas Augusta e Dona Antônia de Queirós, na região central de São Paulo, já foi demolida
Parte do casarão na esquina das ruas Augusta e Dona Antônia de Queirós já foi demolida
 

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