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02/01/2011 - 08h22

Cresce luta por guarda de filhos de brasileiras nascidos no exterior

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DE SÃO PAULO

Com a crise econômica na Europa e a consequente elevação do desemprego, um número maior de brasileiras que viviam no continente decidiu retornar ao país, trazendo junto com elas seus filhos. Para trás, deixam os companheiros estrangeiros, provocando um aumento nos casos de disputa internacional pela guarda das crianças.

A informação é da reportagem de Johanna Nublat publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL), que aponta esse roteiro como a principal explicação para o crescimento das demandas envolvendo alguns países como Portugal e Espanha.

O chamado sequestro internacional de crianças ficou conhecido no Brasil após a polêmica do caso do garoto Sean Goldman, encerrado em dezembro de 2009, com a volta do menino à casa do pai, nos Estados Unidos.

Segundo Patrícia Lamego, coordenadora da Autoridade Central (instância responsável por lidar com esses casos na Secretaria Especial dos Direitos Humanos), até o início de 2010, havia apenas quatro registros em que Portugal demandava a volta de crianças retidas ilegalmente no Brasil. Desde então, o número chegou a 30 novos casos.

 

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