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17/02/2011 - 22h37

Jornalista acusa de racismo quiosque na orla do Rio

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DO RIO

O jornalista Felipe Barcellos, 42, acusa de racismo a gerente de um quiosque que funciona no calçadão da praia do Leme, no Rio.

Segundo ele, Maria Lúcia Loy, que trabalha no Espaço OX, impediu que suas duas filhas entrassem no local por tê-las confundido com crianças de rua, pelo fato de serem negras.

O episódio ocorreu na noite de quarta-feira (16). Barcellos estava no quiosque em uma mesa com 20 pessoas, comemorando o aniversário de sua filha mais nova, Dora, de 5 anos.

No final da festa, por volta das 22h30, Dora e a irmã mais velha, Lia, de 9 anos, foram ao banheiro. Na volta, a gerente impediu que se aproximassem da mesa, embora o local seja aberto ao público.

Quando Barcellos percebeu a situação, e disse que eram suas filhas, a gerente se desculpou, justificando que havia confundido com crianças de rua. "Por causa do cabelo eu pensei que fossem", teria dito, segundo Barcellos.

A gerente Maria Lúcia Loy não foi encontrada pela Folha.

Barcellos disse que sua filha mais velha, que percebeu a situação, ficou em estado de choque.

"Não há justificativa para uma funcionária despreparada, que não sabe lidar com estas questões. Minha filha ficou destruída. Demorou a dormir e no dia seguinte não foi à escola", diz.

Segundo uma das sócias do quiosque, Priscila Schimdt, a gerente não teve uma postura condizente com a casa, e por isto foi demitida ontem. "Não somos uma empresa racista, temos funcionários de diferentes credos de raças. Este foi um fato isolado", disse.

Barcellos disse que prestaria queixa na 42ª DP, no Recreio dos Bandeirantes.

 

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