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Após confronto, estudantes acorrentados deixam Prefeitura de SP
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ROGÉRIO PAGNAN
JAMES CIMINO
DE SÃO PAULO
Terminou por volta das 23h30 desta quinta-feira o protesto em que seis estudantes se acorrentaram dentro do prédio da Prefeitura de São Paulo contra o aumento da tarifa de ônibus.
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| Gabinete da vereadora Juliana Cardoso/Divulgação |
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| Jovens se acorrentam em catracas no prédio da Prefeitura de São Paulo durante protesto contra reajuste de tarifa |
Eles ficaram mais de dez horas no prédio, após ficarem presos às catracas que dão acesso aos elevadores do edifício, no centro da cidade.
De acordo com manifestantes, os estudantes tentaram sair mais cedo, mas a Polícia Militar exigiu que eles se identificassem antes de liberar as portas da prefeitura, bloqueadas desde o início do protesto.
Ao sair, os seis estudantes --quatro garotas e dois garotos-- foram aplaudidos pelos colegas que acompanhavam a manifestação no lado externo da prefeitura.
Um dos acorrentados, o estudante de direito Guilherme Monaco, 21, se disse frustrado por não ter conseguido debater o preço da tarifa, mas afirmou que "faria tudo de novo". "Uso pouco o transporte público, porque tenho carro, mas participo [do movimento] por ideologia".
A passagem de ônibus subiu de R$ 2,70 para R$ 3 em janeiro --um aumento de 11%.
| Carlos Cecconello/Folhapress | ||
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| Policiais entraram em confronto com manifestantes em frente ao prédio da Prefeitura de São Paulo |
CONFRONTO
Por volta das 17h, manifestantes começaram a se aglomerar em frente à prefeitura, onde foram montados bloqueios pela Guarda Civil Metropolitana e pela Polícia Militar.
De acordo com estimativa da PM, cerca de 400 manifestantes participaram.
A tropa de choque da PM foi acionada e houve confronto. Não se sabe como os confrontos começaram: os estudantes lançaram rojões e sacos de lixo em direção aos policiais, que usaram spray de pimenta e balas de borracha.
A PM não informou quantas pessoas ficaram feridas, apenas que um policial teve ferimentos leves. Diversos estudantes, porém, disseram ter sido atingidos por balas de borracha.
Uma catraca de ônibus foi queimada em frente ao bloqueio.
REUNIÃO
O protesto ocorreu após uma reunião na secretaria de Transportes. A reunião estava marcada para ocorrer de manhã, na zona norte da cidade, mas, segundo os estudantes, o secretário adjunto, Pedro Luiz de Brito Machado, não compareceu.
Eles seguiram, então, até secretaria, onde foram recebidos. Segundo Bruno Machion, 23, membro da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre, os estudantes disseram que estavam lá para saber se a prefeitura iria abrir uma negociação para a redução da tarifa, mas receberam como resposta que isso não ocorreria.
Após a reunião, ainda de acordo com Machion, os estudantes foram até o prédio da prefeitura e se acorrentaram nas catracas do térreo. Policiais e guardas civis cercaram o grupo, e com o tumulto, as portas da prefeitura foram fechadas.
Os vereadores Juliana Cardoso, Antônio Donato e José Américo (PT), que estavam no saguão, disseram estar lá "para garantir que nada ocorra com os estudantes". Cardoso tentou evitar o confronto com a polícia e também acabou atingida.
Segundo colegas, os seis estudantes não se soltaram nem para ir ao banheiro, e usaram um balde para fazer as necessidades.
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