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25/02/2011 - 13h52

PF indicia delegada suspeita de favorecer acusado no Rio

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DO RIO

A Polícia Federal indiciou na manhã desta sexta-feira por suspeita de prevaricação a delegada da Polícia Civil Márcia Becker, ex-titular da 22ª Delegacia da Penha, zona norte do Rio.

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No dia da Operação Guilhotina, deflagrada em 11 de fevereiro, Becker conversou ao telefone com um inspetor da 22ª DP, que estava com celular grampeado e era um dos investigados com mandado de prisão.

A Guilhotina apontou que 32 policiais civis e militares desviavam armas do tráfico e vazavam informação a criminosos sobre ações da polícia.

No telefone, o inspetor pede, segundo da PF, para Becker dizer à PF que ele estava de férias. A delegada teria concordado. A Folha não a localizou hoje.

O crime de prevaricação é definido no Código Penal como 'retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal'. A pena é detenção, de três meses a um ano.

A partir da operação da PF, 44 pessoas --entre elas os 32 policiais civis e militares-- foram denunciadas à Justiça sob suspeita de cometerem crimes como desvio de armas apreendidas, vazamento para criminosos de informações sobre operações policiais e formação de milícias.

Também resultou no indiciamento do ex-chefe da Polícia Civil Allan Turnowski, que deixou o cargo na semana passada suspeito de passar informações sobre a Guilhotina a um inspetor investigado. Ele nega.

O telefone do inspetor estava grampeado e, com base nas escutas, a Polícia Federal indiciou Turnowski sob suspeita de vazamento de informação.

O inquérito foi entregue na tarde desta sexta-feira ao Ministério Público Estadual, que poderá oferecer ou não denúncia contra o ex-chefe de polícia.

 

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