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Ciclistas promovem bicicletada em solidariedade às vítimas de RS
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DE SÃO PAULO
Cerca de 200 ciclistas, segundo a Polícia Militar, se reuniram na noite desta segunda-feira em uma bicicletada na região da avenida Paulista, região central de São Paulo, em solidariedade aos ciclistas atropelados em Porto Alegre (RS) na sexta-feira (25).
Vídeos mostram atropelamento de ciclistas
Promotoria e polícia pedem prisão de atropelador
Atropelador de ciclistas diz que acelerou para evitar linchamento
Segundo a organização do movimento, o que houve foi uma tentativa de homicídio e não um acidente. "O trânsito no Brasil mata mais de 40 mil pessoas por ano e acreditamos que boa parte do problema está na falta de educação e na impunidade de crimes no trânsito como o que está prestes a ocorrer em Porto Alegre", diz o cartaz de divulgação do protesto.
Em depoimento hoje à tarde, o bancário Ricardo Neis, 47, que atropelou os ciclistas em Porto Alegre, disse à Polícia Civil que acelerou o carro contra a multidão para "evitar ser linchado".
Pelo menos 16 pessoas foram atropeladas --8 delas foram parar no hospital com cortes e fraturas.
Na versão que apresentou à polícia hoje, o bancário alega que estava na companhia do filho de 15 anos e que os ciclistas começaram a bater no carro.
"Durante todo o caminho, eles foram batendo no carro. A partir de um momento, vi uma brecha e passei um pouco de alguns deles [ultrapassou], eles se enfureceram e começaram a agredir violentamente o carro. Quebraram o espelho, deram vários socos, jogaram a bicicleta por cima", acusou.
Ele diz que arremeteu com o carro contra os ciclistas por medo. "Naquela situação, eu me desesperei e tinha que sair dali o mais rapidamente possível para evitar o linchamento", afirmou à imprensa, na saída da delegacia.
O motorista fugiu sem prestar socorro e depois abandonou o Golf sem placas. Ele alegou o temor de ser linchado e ter agido em legítima defesa, para proteger a si e ao filho.
Após ser ouvido, na companhia de dois advogados, o atropelador foi liberado pela polícia. No entanto, na noite de hoje, o Ministério Público do Rio Grande do Sul e a Polícia Civil pediram à Justiça a decretação da prisão preventiva do bancário.
Com GRACILIANO ROCHA, DE PORTO ALEGRE
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