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03/03/2011 - 12h44

Corregedoria faz operação em busca de fuzil que matou policial

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ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

A corregedoria da Polícia Militar realizou entre a madrugada e a manhã desta quinta-feira uma operação com 180 homens na cidade de Osasco (Grande São Paulo) em busca de um fuzil calibre.223 usado por um grupo de extermínio para matar seis policiais entre 2009 e 2010. Entre eles quatro PMs e dois policiais civis.

Durante operação foram presos dez suspeitos de integrar uma facção criminosa. Foram apreendidas ainda seis armas --sendo que o fuzil não está entre elas--, granadas e drogas. Todo o material apreendido será encaminhado ao Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado).

Ontem, o Ministério Público Estadual já tinha solicitado à Justiça a decretação da prisão preventiva do ex-PM Luiz Roberto Martins Gavião, suspeito de chefiar o grupo que seria responsável pelos crimes.

O pedido de prisão foi feito pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Guarulhos, do Ministério Público após a quebra do sigilo telefônico do policial apontá-lo como participante da morte do policial civil Douglas Noaldo Yamashita, em Santo André (ABC), em abril de 2010.

O grupo que a polícia aponta como chefiado por Gavião contém cerca de dez ex-policiais militares e civis e cobra, de acordo com as investigações de R$ 30 mil a R$ 50 mil por trabalho.

Zanone Fraissat/Folhapress
Operação policial busca em Osasco (SP) arma usada em assassinato de policiais. Dez pessoas são presas
Operação policial busca em Osasco (SP) arma usada em assassinato de policiais; dez pessoas são presas

Gavião também foi sócio em uma empresa de segurança particular do ex-delegado Paulo Sérgio Óppido Fleury, demitido da polícia paulista em junho de 2010 por irregularidades administrativas.

Fleury, de acordo com o promotor Marcelo Alexandre Oliveira, é investigado sob a suspeita de ser o agenciador dos crimes do grupo de matadores. Fleury nega participação nos homicídios e diz ser "vítima de perseguição".

Apontado pelo Gaeco como executor do grupo, o também ex-PM Jairo Ramos dos Santos confessou a morte de Yamashita dias após o crime, ao ser preso disfarçado num hospital. Ao atirar contra o policial civil, ele foi ferido.

VahanKechichian Neto, advogado de Santos, diz que só fala sobre as acusações contra ele à Justiça.

 

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