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22/03/2011 - 15h47

Defensoria pede interdição de celas em São José do Rio Preto

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DE SÃO PAULO

A Defensoria Pública de São Paulo pediu à Justiça na sexta-feira (18) a interdição da carceragem da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São José do Rio Preto (438 km de SP). O pedido, divulgado nesta terça-feira, ainda será julgado.

Segundo a defensoria, a DIG tem capacidade para abrigar oito presos, mas uma inspeção contou 63 detentos.

O pedido de interdição foi feito após um laudo da polícia científica, solicitado pela defensoria, constatar condições degradantes dos presos na DIG. "As celas não têm janela, ventilação ou claridade adequadas; os banheiros não têm porta e ficam contínuos ao quarto; as paredes estão com infiltração e cheiram mofo", afirma o defensor público Leandro de Castro Silva.

Também foi constatado: ausência de local para banho de sol, proibição de visita de familiares e de entrada de alimentos e permanência de presos acima do prazo previsto.

Para Silva, o laudo atesta que "o prédio da DIG não conta com estrutura minimamente entrosada com a garantia da dignidade e dos direitos humanos. Ademais, tal unidade não é destinada ao recebimento de presos, em caráter permanente, apesar de ser a situação atualmente verificada".

Em julho do ano passado, a defensoria pediu a transferência de 20 mulheres que estavam presas irregularmente na DIG. Após o pedido, todas as mulheres foram transferidas para unidades femininas.

 

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