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Máfia de caça-níqueis não é "intocável", diz chefe da polícia
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DIANA BRITO
DO RIO
A atual chefe de Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, afirmou à Folha na manhã desta quarta-feira que a máfia dos caça-níqueis não possui "território intocável" e as ações de combate ao contrabando devem se intensificar nos próximos dias. Mais cedo, a delegada acompanhou a destruição de 3.753 máquinas de videobingo --que foram apreendidas no Rio nos últimos meses-- no depósito da Companhia Docas, na zona portuária da capital.
"Essa é uma linha de atuação da polícia. Eu costumo dizer que não há território intocável. Nós temos feito regularmente essas ações como temos feito outras ações de combate ao crime. A linha do contrabando foi um divisor de águas porque nós mostramos e sinalizamos qual era o nosso entendimento jurídico e a partir daí tivemos um contato com o Ministério Público Federal e com a Polícia Federal", afirmou a delegada.
O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame também acompanhou a destruição das máquinas caça-níqueis e descartou que o combate à máfia seja a "bola da vez". "Eu acho que não tem bola da vez. A gente não pode optar por combater delito A, B, C. A doutora Martha está dando continuidade muito bem aos trabalhos e vamos em frente. Vai se combater isso como os outros delitos que a gente tem que combater", disse.
Parte das carcaças das máquinas ilegais foram destruídas. No entanto, placas que eram utilizadas nestes equipamentos serão aproveitadas para que sejam construídos computadores que, segundo a polícia, serão entregues à rede pública de ensino.
"Não há dúvida que o número de apreensões foi bastante intensificado, mas o que triplicou foi o volume de máquinas inutilizadas (destruídas). No último processo foram mil e poucas máquinas e agora houve uma intensificação bastante acentuada. Operacionalmente, isso demonstra que vai ser uma rotina adotada pela Polícia Civil. Então, é difícil passar uma semana que a gente não tenha operações conjuntas de várias unidades integradas pra combater esse tipo de crime", disse o subchefe operacional, Fernando Veloso.
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