Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
30/03/2011 - 21h26

Líder religioso diz que declarações de Bolsonaro são fascistas

Publicidade

 

FELIPE CARUSO
DO RIO

A CCIR (Comissão de Combate à Intolerância Religiosa) reuniu-se nesta quarta-feira para comemorar três anos de existência e fazer um ato de repúdio às falas supostamente racistas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante uma programa de televisão na segunda-feira (28).

Bolsonaro diz que está 'se lixando' para homossexuais
Deputados protocolam processo contra Bolsonaro na Câmara
Congresso, gays e negros reagem contra declarações de deputado
Deputados querem punir colega por declarações contra Preta Gil
Preta Gil discutindo valores é algo humorístico, diz filho de deputado
Preta Gil quer processar deputado por comentário racista

Para o interlocutor da comissão, o babalaô Ivanir dos Santos, a fala de Bolsonaro é um desrespeito às mulheres negras como seres humanos.

"É um ato fascista e que ameaça de novo a democracia, a liberdade de expressão e a liberdade religiosa", afirmou o babalaô.

A chefe da Polícia Civil do Rio, delegada Marta Rocha, ressaltou que não cabe à corporação agir contra as declarações.

"Ele tem imunidade parlamentar e deve ser punido pela própria câmara. Enquanto cidadão, acho que todas as pessoas devem se posicionar contra qualquer tipo de intolerância", disse a delegada.

No quadro "O Povo Quer Saber", do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou como ele reagiria se seu filho se apaixonasse por uma negra.

O parlamentar respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu."

Bolsonaro alegou não ter tido a intenção de fazer nenhuma declaração racista. Disse que, na realidade, pensou que a pergunta se referisse a um relacionamento gay. "Essa se encaixa na resposta que eu dei. Para mim, ser gay é promíscuo, sim".

Em seu discurso, a delegada Marta Rocha lembrou de quando estava à frente da 12ª DP (Copacabana) e ajudou a organizar a Caminhada Contra a Intolerância Religiosa, que reúne milhares de pessoas há três anos em setembro na avenida Atlântica.

"Aquele dia foi mais do que um dia festivo, foi a realização do estado democrático de direito. Foi para nos lembrar que todo poder emana do povo e em seu nome será exercido. Esse povo não pode ser entendido sob a ótica da cor, da orientação sexual, da raça, da etnia ou da condição econômica", disse.

O ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça e grão mestre da maçonaria do Estado do Rio, Waldemar Zveiter, disse que ainda não viu o vídeo, mas atribuiu a fala a um possível erro de interpretação do deputado federal.

"Não acredito que ele daria uma resposta que contrariasse aquilo que o passado dele diz que ele é: um homem democrata. Não posso nem conceber que um homem público possa se manifestar dessa forma. Isso é a forma mais abjeta do racismo, ainda mais num país como nosso" disse Zveiter.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade