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07/04/2011 - 12h31

Atirador levava munição em cinturão profissional, diz Cabral

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DE SÃO PAULO

O governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou na tarde desta quinta-feira que o jovem Wellington Menezes de Oliveira, 24, apontado como responsável pelo massacre que matou onze pessoas em uma escola municipal do Rio, levava munição em um cinturão profissional.

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Segundo Cabral, ainda deve ser esclarecido de onde veio a experiência do rapaz com armas e as causas do que ele chamou de "lamentável tragédia". Wellington já havia estudado na unidade e, de acordo com o governador, havia solicitado seu histórico escolar na escola municipal Tasso da Silveira antes de retornar e iniciar os disparos.

Ao todo, dez meninas e um menino morreram baleados. O atirador chegou a ser atingido por um tiro na perna disparado por um policial militar e acabou cometendo suicídio, quando já estava no chão.

Luiz Gomes/Futura Press
Pessoas se concentram em frente à Escola municipal Tasso da Silveira após rapaz atirar contra alunos
Pessoas se concentram em frente à Escola municipal Tasso da Silveira após rapaz atirar contra alunos

O crime ocorreu por volta das 8h30, quando Wellington Menezes de Oliveira, 24, ex-aluno da unidade-- entrou na escola dizendo que daria uma palestra. Em seguida, passou a atirar contra os alunos, dentro das salas de aula.

A escola municipal Tasso da Silveira fica na região de Realengo (zona oeste do Rio) e atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã, de acordo com a secretaria.

Várias das crianças feridas foram levadas de helicópteros do Corpo de Bombeiros para o hospital Albert Schweitzer e demais unidades de emergência do Rio como o hospital Souza Aguiar, no centro. O hospital Albert Schweitzer, em Realengo, hospital mais próximo do local da tragédia, conta com cinco salas de cirurgia.

As causas do crime serão investigadas. De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres, tinha muita munição e deixou uma carta, já encaminhada à Polícia Civil para análise.

Editoria de Arte/Folhapress
 

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