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Câmara faz homenagem e fala em rever legislação sobre armas
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MARIA CLARA CABRAL
DE BRASÍLIA
No início da sessão desta quinta-feira, a Câmara dos Deputados fez um minuto de silêncio como forma de homenagear as vitimas que morreram hoje no Rio de Janeiro após um rapaz invadir uma escola e atirar contra alunos.
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As Comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública também designaram deputados para acompanhar o caso no Estado. Além disso, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) apresentou requerimento para que uma subcomissão de acesso munições e armas seja criada.
| Reprodução/Globo News |
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| O atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, que matou alunos de escola municipal na zona oeste do Rio |
Deputados falaram ainda da necessidade de a Câmara produza um diálogo sobre o assunto. "Primeiro de tudo quero externar o clima de consternação e tristeza com o que aconteceu. Segundo temos que falar que talvez a Casa possa produzir um diálogo para achar formas que evite isso. Endurecer a Legislação sobre o porte de armas de fogo no país, por exemplo", disse o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS).
Chico Alencar (Psol-RJ) foi no mesmo sentido. Afirmou que a Legislação sobre o controle de armas de fogo tem que ser repensado. 'É ruim ter um caráter reativo, mas não tem como apenas lamentarmos e ficarmos quieto', disse Alencar.
Ainda segundo o deputado, é preciso tomar cuidado para não cairmos no erro de achar soluções fáceis. Comparando com ações feitas nos Estados Unidos, aonde atos como os que aconteceram no Rio são mais comuns, disse que é contra a instalação de detectores de metais nas escolas.
"Isso é absolutamente errado. Uma boa escola é uma escola integrada com a comunidade. Não queremos e nem podemos criar uma fortaleza", disse.
Ao menos 11 alunos morreram --dez meninas e um menino-- e 18 pessoas ficaram feridas. O atirador cometeu suicídio, segundo a polícia.
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