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11/04/2011 - 11h43

Polícia deve ouvir instrutor de tiros procurado por atirador

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DIANA BRITO
DO RIO

A Polícia Civil do Rio deve chamar para depor nos próximos dias o instrutor de tiros Wilson Saldanha, que teria sido procurado por Wellington Menezes de Oliveira, 23, antes dele realizar um ataque à escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste.

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Segundo informações da polícia, Saldanha possui autorização da Polícia Federal para atuar como instrutor de tiros. Ele foi procurado por Wellington por e-mail, mas o rapaz interrompeu as conversas quando o instrutor solicitou seus documentos, como mostrou o programa "Fantástico", da TV Globo, ontem.

Ao todo, 12 estudantes morreram em decorrência do ataque e outros 12 ficaram feridos. Nesta segunda-feira, dez deles permaneciam internados, sendo um em estado grave.

A polícia prendeu na última sexta-feira (8) dois homens acusados de vender um revólver calibre 32 a Wellington. Segundo a polícia, o chaveiro Charleston Souza de Lucena, 38, e do segurança desempregado Izaías de Souza, 48, confessaram terem intermediado a venda.

Lucena, que tem um quiosque nas proximidades da casa de Wellington, em Sepetiba (zona oeste), disse que o atirador lhe perguntou se conhecia alguém que pudesse lhe fornecer uma arma para se proteger, já que morava sozinho.

A polícia ainda não sabe como o atirador obteve o outro revólver, de calibre 38, também usado no crime.

Danilo Verpa - 09.abr.11/Folhapress
Abraço coletivo em frente à escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio
Abraço coletivo em frente à escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio

TIROS

A tragédia ocorreu por volta das 8h30 de quinta-feira (7), após Wellington Menezes de Oliveira, 23, entrar na escola onde cursou o ensino fundamental e dizer que buscaria seu histórico escolar. Depois, disse que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começou a atirar nos alunos.

Relatos de sobreviventes afirmam que ele mirava na direção nas meninas. Uma das alunas contou aos policiais que, ao ouvir apelos para não atirar, Oliveira mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça.

Os policiais informaram ainda que, pelas análises preliminares, há indicações de que Oliveira treinou para executar o crime.

Durante o tiroteio, um garoto, ferido, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar. O policial Márcio Alexandre Alves relatou que Oliveira chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam escondidos. O policial disse ter atirado no criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, Oliveira se matou com um tiro na cabeça.

A motivação do crime será investigada. De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento. Em carta (leia íntegra aqui), o criminoso fala em "perdão de Deus" e diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe.

Arte/Folha

 

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