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Prefeitura do Rio vai usar crachás e câmeras em escolas
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FÁBIO GRELLET
DO RIO
Após a tragédia ocorrida na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio, invadida por um ex-aluno que matou 12 estudantes, em 7 de abril, todas as unidades da rede subordinadas à prefeitura passarão a controlar a entrada de visitantes por meio de crachás.
"O visitante terá de deixar o RG e vai receber um crachá", anunciou a secretária municipal de Educação do Rio, Cláudia Costin.
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Para viabilizar esse controle será necessário contratar mais funcionários, admite a secretária. Mas ela diz que isso já está sendo providenciado.
"Já temos autorização do prefeito para contratar mais 1.844 agentes educacionais, os inspetores de alunos, além dos 500 que já estão trabalhando. E também vamos contratar porteiros, que farão esse controle do crachá", disse.
O sistema de segurança nas escolas também ganhará o reforço de câmeras. Atualmente, segundo a secretaria, 399 das 1.064 escolas municipais contam com esse equipamento. A prefeitura vai comprar mais câmeras, para atender as demais escolas que solicitarem o aparelho.
"Nossa intenção não é transformar a escola em um 'bunker'. Os professores consideram fundamental que elas promovam atividades de interação com os pais e a comunidade", ressaltou Costin.
VOLTA ÀS AULAS
Dos 400 alunos matriculados no período da manhã na escola Tasso da Silveira, 230 voltaram às atividades na manhã desta terça-feira.
Entre os estudantes, o clima era de alegria pelo retorno e expectativa para reencontrar os colegas. Alguns dos que se feriram também retomaram as atividades hoje.
"Todo mundo me abraçou, quase chorando, foi emocionante. Ficamos só conversando, não fiz nada de importante, e todo mundo só queria falar sobre o que houve", contou Jonathan Oliveira dos Santos, 14, aluno do 8º ano ferido no braço pelo atirador. Ele estava junto com o colega Alan Ferreira da Silva, 13, quando este avisou o sargento Márcio Alves sobre a presença do atirador na escola.
Alan não foi à escola hoje, mas, segundo Jonathan, não pretende se transferir para outra unidade.
Outro estudante ferido pelo atirador, Yan Oliveira Nascimento, 13, aluno do 8º ano, voltou à escola hoje aparentemente sem traumas. "Já superei, esqueci tudo [o que houve] no hospital", contou.
"No dia dos tiros, pensei em mudar de escola. Mas depois percebi que iria me afastar dos meus amigos, pois a maioria estuda aqui, e resolvi permanecer. Estou bem", concluiu Yan.
Nesta terça as atividades na escola foram apenas de recreação, e o retorno do ensino regular só deve ocorrer daqui a três semanas.
Segundo a secretária Costin, 25 alunos pediram transferência da Tasso da Silveira para outras escolas. Nos três turnos diários, a unidade atende um total de 999 estudantes.
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