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20/04/2011 - 03h00

Centro de SP lidera o ranking de atropelados na cidade

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ALENCAR IZIDORO
DE SÃO PAULO
ADRIANO WILKSON
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A concentração de atropelamentos no movimentado centro de São Paulo põe a região da Subprefeitura da Sé como líder do número de acidentes que matam na capital paulista.

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A região é seguida por Lapa (zona oeste), Campo Limpo (sul) e São Mateus (leste).

O perfil dos pedestres atingidos, que representam 46% do total das mortes no trânsito, mostra também como a população mais velha é a que mais enfrenta esse risco ao andar a pé pela cidade.

Enquanto a idade média de motociclistas mortos é de 27 anos e de motoristas/passageiros é de 36 anos, a dos mortos em atropelamentos na cidade é de 52.

Das vítimas a pé, 55% têm mais de 50 anos. E, por semana, três idosos com mais de 70 anos morrem atropelados na cidade.

Além do desrespeito dos motoristas, a situação é agravada porque os idosos têm menos mobilidade, menos agilidade e reflexo para atravessar a rua e são mais frágeis quando atingidos por um veículo.

Folhapress

ARMADILHAS

Para Eduardo Daros, 78, presidente da Associação Brasileira de Pedestres, o tempo de abertura dos semáforos para pedestres poderia ser maior em São Paulo.

"Se você está no começo da travessia e um sinal vermelho começa a piscar, é preciso correr para chegar ao outro lado da rua a tempo. Se um idoso não consegue correr, ele fica no meio do caminho, à mercê dos automóveis", afirma.

A Folha acompanhou Daros por uma hora no centro de São Paulo. Ele apontou dificuldades enfrentadas pelos pedestres.

Uma delas é a ausência de refúgios para pedestres, canteiros no meio de vias largas de mão dupla, como a avenida Brigadeiro Luis Antonio, que poderiam facilitar a travessia.

Na rua Benjamim Constant, próximo à Senador Paulo Egídio, usuários de ônibus esperavam amontoados na calçada, sem proteção, ao lado de uma via estreita por onde passavam carros em alta velocidade. "Qualquer perda de direção do motorista e temos uma carnificina".

 

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