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Fronteira é vulnerável, admite ministro após reportagem
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ALEXANDRE PALMAR
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
DE FOZ DO IGUAÇU
O ministro da Justiça admitiu ontem (28), em Foz do Iguaçu, que há um "nível elevado de vulnerabilidade" nas fronteiras. José Eduardo Cardozo disse ainda que pretende combater o crime organizado com mais "integração" entre as forças de segurança.
Arma ilegal cruza fronteira brasileira via serviços de motoboys
Ele não explicou, porém, com qual estrutura e verba fará a integração prometida.
Ontem, a Folha revelou um esquema ilegal de compra de armas na fronteira com o Paraguai. A reportagem comprou revólver e munição em Ciudad del Este e recebeu a arma via motoboy, já em território brasileiro.
"Temos vários pontos vulneráveis em nossa fronteira. Estamos aperfeiçoando o controle. É claro que é impossível uma solução imediata para problemas históricos, mas garanto que estamos achando o caminho", afirmou o ministro da Justiça.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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CORTES
Cardozo lançou ontem na cidade paranaense o primeiro GGI-F (Gabinete de Gestão Integrada de Fronteira), uma unidade que, segundo o ministério, permitirá o compartilhamento de informações e as ações conjuntas entre as polícias estaduais, federais e os órgãos de fiscalização.
A pasta ainda não sabe, no entanto, a verba nem a estrutura disponível para instalar o GGI-F em 11 Estados. "Não temos recursos sobrando, mas vamos colocar o máximo possível nesse empreendimento", disse.
Questionado sobre o corte de R$ 1,5 bilhão no ministério, Cardozo afirmou que isso não comprometerá as atividades da Polícia Federal.
O próprio ministro já determinou, no entanto, uma redução de 35%, em relação a 2010, das despesas com diárias de policiais "em missão" ou "operações oficiais".
A restrição já prejudica ações e a fiscalização nas fronteiras, conforme a Folha revelou na semana passada.
Cardozo disse que eram "problemas localizados" e que já "acerta uma formatação final [do orçamento] com o Ministério de Planejamento" para que as atividades da PF não sejam interrompidas.
"IMPOSSÍVEL"
O chefe do Serviço Nacional de Armas da Polícia Federal, Douglas Saldanha, disse ontem que mesmo que os 12 mil homens do órgão ficassem de mãos dadas na fronteira, ainda assim não haveria 100% de cobertura.
Colaboraram GUSTAVO HENNEMANN, de São Paulo, e a Sucursal de Brasília
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