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06/05/2011 - 14h56

Um mês após massacre, ministro lança campanha contra armas

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DO RIO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, lançou na manhã desta sexta-feira, no Rio, a nova campanha de desarmamento no país. Essa é a terceira campanha nacional e termina no dia 31 de dezembro. A presença de familiares das vítimas da chacina na escola Tasso da Silveira, ocorrida há um mês, marcou o encontro.

Campanha promete indenização ágil e anonimato

"A escola é um local de sonhos e futuro. É muito ruim ver um local como esse transformado no palco da tragédia que vimos", disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Ricardo Moraes/Reuters
Ministro da Justiça se encontra com parentes das vítimas de massacre no Rio no lançamento da campanha contra armas
Ministro da Justiça se encontra com parentes das vítimas de massacre no Rio no lançamento da campanha contra armas

O ministro da Justiça afirmou que a campanha "não é oportunista", como críticos afirmam, em razão da proximidade da tragédia.

"Essa campanha está prevista em duas leis. Não é uma campanha do ministro ou do ministério. Temos parceiros", disse Cardozo.

Ele anunciou que o ministério deve lançar até o fim do mês um plano de fiscalização de fronteiras, para evitar a entrada de armas no país. Segundo ele, o foco é a integração das forças de segurança, como Exército, polícias Federal, Civil e Militar.

A nova campanha garante o anonimato da pessoa que quer entregar a arma. Diferentemente das duas campanhas anteriores, não vai haver sequer registro do CPF de quem der a arma. Em troca, a pessoa receberá R$ 100, R$ 200 ou R$ 300, dependendo do tipo do material.

Além disso, a arma será inutilizada no momento da entrega, a fim de evitar desvios posteriores.

 

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