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12/05/2011 - 13h25

Polícia gaúcha apreende óxi pela primeira vez no Estado

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DOUGLAS CECONELLO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE PORTO ALEGRE

A Polícia Civil gaúcha divulgou nesta quinta-feira a primeira apreensão de óxi no Estado. Segundo o Denarc (Departamento de Investigação do Narcotráfico), responsável pela operação, foram apreendidas 300 gramas da droga no bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre. A quantidade é suficiente para produzir cerca de 1.500 pedras, disse a polícia.

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Para o Denarc, "há fortes indícios" de que o óxi tenha entrado no Brasil pela fronteira do Acre com a Bolívia, passando por São Paulo e Paraná por via terrestre, até chegar ao Rio Grande do Sul.

"A entrada da droga pelo Acre é facilitada por se tratar de uma fronteira seca, de fácil trânsito", disse o delegado Rodrigo Zucco, titular da 2ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico do Denarc.

Juntamente com a droga foram aprendidos, segundo a polícia, um fuzil de uso das Forças Armadas bolivianas, um morteiro AT4, capaz de derrubar helicópteros, e coletes à prova de tiros com a inscrição da facção criminosa PCC.

A apreensão aconteceu no dia 25 de abril, mas o Denarc aguardou o Instituto Geral de Perícias confirmar que realmente se tratava de óxi.

Segundo a polícia, a droga foi encontrada com três homens, suspeitos de ligação com uma quadrilha de roubo a bancos e a estabelecimentos comerciais na capital. Os três estão presos no Presídio Central de Porto Alegre.

NOVO CRACK

Assim como o crack, o óxi é um subproduto da cocaína, com a diferença de que tem em sua composição cal virgem e solventes como querosene e líquido de bateria.

"Estima-se que o óxi seja de três a quatro vezes mais poderosa que o crack, podendo levar à morte após um ano de consumo", disse o delegado Heliomar Franco, diretor do Dinarc (Divisão de Investigação do Narcotráfico).

No Brasil, a droga já foi apreendida em São Paulo, Paraná, Bahia e Acre.

 

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