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19/05/2011 - 14h12

Pai de aluno morto na USP diz acreditar em tentativa de assalto

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DE SÃO PAULO

O pai do jovem Felipe Ramos de Paiva, 24, morto na noite de ontem (18) dentro do campus da USP, disse nesta quinta-feira que acredita que o rapaz tenha sido vítima de uma tentativa de assalto.

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"Creio que foi realmente uma tentativa de assalto", disse Ocimar florentino de Paiva em entrevista ao jornal "SPTV", da TV Globo, durante o velório de Felipe no cemitério da Saudade, em Caieiras, na Grande São Paulo.

Segundo Paiva, o filho já tinha sido vítima de assalto outras duas vezes, o que o teria motivado a comprar uma carro blindado. Nas duas vezes em que foi abordado por criminosos Felipe reagiu, segundo a família.

Felipe era estudante de ciências atuariais e foi morto com um tiro na cabeça por volta das 21h30 de ontem. Segundo testemunhas, ele foi seguido por uma pessoa após sair da aula. Os dois discutiram.

A assessoria de imprensa da USP informou que o vigia do prédio da FEA ouviu os tiros e correu para o local. A vítima foi encontrada caída ao lado de seu carro, que estava com a porta do motorista aberta. Não foi possível socorrê-lo. Segundo a polícia, nada foi levado.

Pierre Duarte/Folhapress
Estudantes fazem ato em frente ao prédio da Faculdade de Economia e Administração da USP
Estudantes fazem ato em frente ao prédio da Faculdade de Economia e Administração da USP; veja mais fotos

PROTESTO

Em protesto pelo crime, um grupo de estudantes realizou um ato na manhã de hoje em frente a faculdade onde Felipe estudava. Em seguida, os alunos seguiram até a reitoria da universidade e entregaram uma carta, onde pediram mais segurança.

De acordo com os estudantes, não haverá aulas hoje na faculdade. Um novo ato deve acontecer no período da noite.

Maira Madrid, presidente do Centro Acadêmico da FEA, disse que os estudantes continuarão 'lutando para que mude alguma coisa desta vez'.

O diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, disse hoje que "o grau de insegurança é bastante alto" na USP. À Folha, disse que sua faculdade já havia tomado medidas próprias de segurança, como a instalação de câmeras no interior do prédio.

Guerreiro também afirmou ser favorável ao patrulhamento de PMs no campus, e que a FEA pretende instalar catracas para restringir a entrada no prédio até o próximo semestre.

 

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