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21/05/2011 - 13h44

Marcha da Maconha vira ato por liberdade de expressão no PR

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ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

Proibida por decisão da Justiça, a Marcha da Maconha, que seria realizada neste domingo (22) em Curitiba, se transformará em Marcha pela Liberdade de Expressão.

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Este é o terceiro ano consecutivo em que a manifestação é proibida em Curitiba. Desta vez, a decisão foi do juiz Pedro Sanson Corat, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, que atendeu a um pedido do deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) e do deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC).

Segundo a organização da marcha, não houve tempo hábil para recorrer da decisão, proferida na última quarta-feira (18). Portanto, será feito um protesto a favor da liberdade de expressão, no qual serão usados camisetas pretas, mordaças e cartazes.

Na liminar que proibiu o evento, o juiz afirmou que a marcha faz apologia ao crime e "indução e instigação ao consumo de drogas".

"Aceitar o ato seria fechar os olhos para o estímulo a práticas danosas à saúde pública, e desrespeito às normas constitucionais e infra constitucionais vigentes, o que não pode ser tolerado pelo Poder Judiciário", afirmou Corat.

Para Shardie Casagrande, um dos organizadores do evento, a proibição foi "um atentado à liberdade de expressão". Segundo ele, a marcha não faz apologia ao crime, e quer abrir o debate sobre o tráfico de drogas.

"Nós achamos que a maconha deveria ser controlada, legalizada, regulamentada e taxada pelo governo. Hoje, o governo tem um gasto enorme com a apreensão da droga, incineração, investimento em polícia e não conseguiu nada efetivamente, em 80 anos de proibição", afirma Casagrande.

A Marcha pela Liberdade de Expressão está marcada para as 15h, na praça Santos Andrade, centro de Curitiba. A expectativa da organização é que cerca de 300 pessoas participem do evento.

PELO BRASIL

Em São Paulo, a Marcha da Maconha, que aconteceria neste sábado, foi proibida por uma decisão judicial de sexta (20) à noite, a pedido do Ministério Público. De acordo com o relator do processo, desembargador Teodomiro Mendez, o evento "não trata de um debate de ideias, apenas, mas de uma manifestação de uso público coletivo de maconha" que favorece "a fomentação do tráfico ilícito de drogas".

Divulgação
Cartaz pintado pelos três jovens detidos no vão do Masp, na avenida Paulista, na tarde deste sábado
Cartaz pintado pelos três jovens detidos no vão do Masp, na avenida Paulista, na tarde deste sábado

No Rio, a marcha ocorreu no último dia 7 com a proteção de um habeas corpus preventivo, que garantia que os manifestantes não seriam presos no ato.

Já em Vitória, o Ministério Público acionou a Justiça pedindo a proibição do movimento, mas a Justiça negou o pedido e a marcha foi realizada com a presença ostensiva de policiais também no dia 7.

 

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