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Greve do serviço funerário afeta enterros e velórios em SP
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ANDRÉ MONTEIRO
CAROLINA LEAL
DE SÃO PAULO
A greve dos funcionários do Serviço Funerário de São Paulo, iniciada na manhã desta terça-feira, já afeta a realização de enterros e velórios nos cemitérios da capital paulista.
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O serviço faz o transporte dos corpos de hospitais e IML (Instituto Médico Legal) para os velórios. Nas 12 agências credenciadas pela prefeitura, funcionários disseram que a adesão à greve atinge motoristas, atendentes e sepultadores (veja abaixo).
Famílias reclamam que os corpos de parentes não estão sendo transportados, e por isso não conseguem iniciar o velório. Em alguns cemitérios, velórios iniciados ontem, que deveriam ter enterro hoje, ainda não foram realizados. Em outros casos, como nos cemitérios da Saudade e Vila Formosa (zona leste), funcionários da limpeza fizeram os enterros.
De acordo com o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo), que representa os servidores, eles reivindicam aumento salarial de 39,79%, estender gratificações a todos os funcionários, plano de carreira e melhores condições de trabalho.
Os funcionários Serviço Funerário dizem estar sem reajuste real há mais de 20 anos. De acordo com a presidente do Sindsep, Irene Batista de Paula, a prefeitura tem dado aumento de 0,01% nos últimos anos --índice menor que a inflação.
A prefeitura afirma manter "um canal permanentemente aberto às negociações com os servidores" e que, desde 2005, concede "gratificações que visam valorizar o desempenho e a produtividade".
Na sexta-feira (17) afirma ter enviado projeto de lei à Câmara estendendo a Gratificação de Atividade a todos os servidores ativos de níveis básico e médio do Serviço Funerário.
De acordo com dados da Secretaria de Planejamento, o Serviço Funerário Municipal tem 1.366 servidores ativos.
| Rivaldo Gomes/Folhapress | ||
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| Com greve, pessoas esperam informações no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de SP |
SITUAÇÃO NAS AGÊNCIAS DO SERVIÇO FUNERÁRIO:
Araçá: Todos os funcionários estão parados, e parentes não conseguem nota de serviço para que os corpos sejam transportados para os velórios
Beneficência: Todos os funcionários estão parados
Butantã: Apenas um funcionário trabalha, avisando as famílias sobre a greve. Ele afirma que trabalha há muitos anos no Serviço Funerário e nunca viu ocorrer uma greve
Central: Funcionário diz que o funcionamento é normal
Lapa: Não atendeu o telefone
Planalto: Agência foi assaltada na madrugada de ontem (20) e não está atendendo as famílias desde então, pois aguardam perícia. Apenas duas famílias procuraram o local no período
Quarta Parada: Não atendeu o telefone
Santana: Funcionário disse que estão mantendo 30% do atendimento, mas que as famílias estão revoltadas. Um pessoa, por exemplo, disse que está com o corpo de um parente em casa e teme que o transporte até o cemitério demore muito.
Santo Amaro: Funcionário diz que o funcionamento é normal
Saudade: Todos os funcionários estão em greve, inclusive sepultadores. Há famílias desesperadas para enterrar os parentes disseram que vão registrar boletim de ocorrência. Hoje de manhã funcionários da limpeza chegaram a fazer dois enterros, o que é proibido
Servidor Estadual: Funcionário diz que o funcionamento é normal
Servidor Municipal: Funcionário não deu informações
Funeral Home: Não atendeu o telefone
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