Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
21/06/2011 - 12h27

Greve do serviço funerário afeta enterros e velórios em SP

Publicidade

 

ANDRÉ MONTEIRO
CAROLINA LEAL
DE SÃO PAULO

A greve dos funcionários do Serviço Funerário de São Paulo, iniciada na manhã desta terça-feira, já afeta a realização de enterros e velórios nos cemitérios da capital paulista.

Trabalhadores decidem suspender greve
Com greve, faxineiros fazem enterros em SP
Com greve, jovem não consegue enterrar irmão
Kassab diz que greve é inadmissível

O serviço faz o transporte dos corpos de hospitais e IML (Instituto Médico Legal) para os velórios. Nas 12 agências credenciadas pela prefeitura, funcionários disseram que a adesão à greve atinge motoristas, atendentes e sepultadores (veja abaixo).

Famílias reclamam que os corpos de parentes não estão sendo transportados, e por isso não conseguem iniciar o velório. Em alguns cemitérios, velórios iniciados ontem, que deveriam ter enterro hoje, ainda não foram realizados. Em outros casos, como nos cemitérios da Saudade e Vila Formosa (zona leste), funcionários da limpeza fizeram os enterros.

De acordo com o Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo), que representa os servidores, eles reivindicam aumento salarial de 39,79%, estender gratificações a todos os funcionários, plano de carreira e melhores condições de trabalho.

Os funcionários Serviço Funerário dizem estar sem reajuste real há mais de 20 anos. De acordo com a presidente do Sindsep, Irene Batista de Paula, a prefeitura tem dado aumento de 0,01% nos últimos anos --índice menor que a inflação.

A prefeitura afirma manter "um canal permanentemente aberto às negociações com os servidores" e que, desde 2005, concede "gratificações que visam valorizar o desempenho e a produtividade".

Na sexta-feira (17) afirma ter enviado projeto de lei à Câmara estendendo a Gratificação de Atividade a todos os servidores ativos de níveis básico e médio do Serviço Funerário.

De acordo com dados da Secretaria de Planejamento, o Serviço Funerário Municipal tem 1.366 servidores ativos.

Rivaldo Gomes/Folhapress
Com greve, pessoas esperam informações no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de SP
Com greve, pessoas esperam informações no cemitério da Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de SP

SITUAÇÃO NAS AGÊNCIAS DO SERVIÇO FUNERÁRIO:

Araçá: Todos os funcionários estão parados, e parentes não conseguem nota de serviço para que os corpos sejam transportados para os velórios

Beneficência: Todos os funcionários estão parados

Butantã: Apenas um funcionário trabalha, avisando as famílias sobre a greve. Ele afirma que trabalha há muitos anos no Serviço Funerário e nunca viu ocorrer uma greve

Central: Funcionário diz que o funcionamento é normal

Lapa: Não atendeu o telefone

Planalto: Agência foi assaltada na madrugada de ontem (20) e não está atendendo as famílias desde então, pois aguardam perícia. Apenas duas famílias procuraram o local no período

Quarta Parada: Não atendeu o telefone

Santana: Funcionário disse que estão mantendo 30% do atendimento, mas que as famílias estão revoltadas. Um pessoa, por exemplo, disse que está com o corpo de um parente em casa e teme que o transporte até o cemitério demore muito.

Santo Amaro: Funcionário diz que o funcionamento é normal

Saudade: Todos os funcionários estão em greve, inclusive sepultadores. Há famílias desesperadas para enterrar os parentes disseram que vão registrar boletim de ocorrência. Hoje de manhã funcionários da limpeza chegaram a fazer dois enterros, o que é proibido

Servidor Estadual: Funcionário diz que o funcionamento é normal

Servidor Municipal: Funcionário não deu informações

Funeral Home: Não atendeu o telefone

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade