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Vereador de Juiz de Fora quer acabar com expulsões no futebol
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MATHEUS MAGENTA
DE SÃO PAULO
Preocupado com o direito do consumidor que pagou ingresso para ver 22 jogadores de futebol em campo, um vereador de Juiz de Fora (MG) decidiu propor à Fifa (federação internacional de futebol) mudanças nas regras de expulsão de jogadores.
Para o vereador José Tarcísio Furtado (PTC), 71, que propôs a audiência pública realizada anteontem na Câmara Municipal de Juiz de Fora para discutir o assunto, o torcedor pagou o ingresso para assistir no estádio a uma "partida completa".
"Muitas vezes o árbitro é injusto. O jogo começa com 22 jogadores [11 em cada time] e acaba com 19. Uma falta grave tudo bem, o jogador deve ser expulso, mas um segundo cartão amarelo bobo deveria fazer o jogador ser substituído", disse à Folha.
No futebol, um jogador pode ser expulso de campo ao receber dois cartões amarelos (faltas leves) ou um cartão vermelho (falta grave).
Torcedor do Tupi, time juiz-forano que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro, Furtado admitiu que sua proposta, "na verdade", tenta acabar com um suposto favorecimento de times maiores por parte da arbitragem de Minas Gerais.
"Os árbitros sempre arranjam um jeito de favorecer o Cruzeiro ou o Atlético-MG contra o Tupi. Toda partida inventam de expulsar um jogador. Fica difícil", disse.
Questionado se a discussão faz parte da sua atribuição como vereador, ele disse que representa "o povo" e atendeu uma reivindicação de um torcedor. Ele recebe um salário de R$ 10.260,95.
Furtado deve apresentar em breve uma proposta formal à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e à International Football Association Board, braço da Fifa que analisa as regras do futebol.
Para o presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol, José Eugênio, a proposta de mudanças das regras de expulsão "não faz sentido".
"Os times têm que pagar pela atitude de seus jogadores. Se eles forem expulsos e puderem ser substituídos, fica tudo na mesma", disse.
A reportagem não conseguiu localizar ninguém na CBF para comentar o tema.
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