Publicidade

 

Publicidade

 

PUBLICIDADE

 
 
  Acompanhe a Folha.com no Twitter
30/08/2011 - 18h11

Após reunião com prefeitura, Serviço Funerário mantém greve em SP

Publicidade

 

DE SÃO PAULO

Atualizado às 20h16.

Funcionários da Prefeitura de São Paulo vinculados ao Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de SP), incluindo os do Serviço Funerário, foram recebidos pela administração municipal na tarde desta terça-feira e decidiram pela manutenção da greve iniciada hoje.

Segundo o sindicato, a prefeitura fez uma proposta de reajuste de 11% para funcionários da saúde --o que seria uma reposição salarial de perdas acumuladas no decorrer dos anos.

Ainda de acordo com o Sindsep, as outras categorias não foram incluídas pela prefeitura na proposta.

Antes da reunião com a administração municipal, uma assembleia do sindicato realizada na manhã decidiu pela manutenção da paralisação. A próxima assembleia está agendada para quinta-feira (1º), às 10h, em frente ao gabinete do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Mais cedo, os servidores representados pelo Sindsep fizeram uma manifestação em frente à prefeitura para pedir a reunião com representantes de Kassab.

O sindicato reúne, além dos funcionários do Serviço Funerário e da Saúde, trabalhadores do Iprem (Instituto de Previdência Municipal) e de autarquias municipais, que também aderiram à greve.

De acordo com o sindicato, eles reivindicam aumento salarial de 39,79%, extensão de gratificações a todos os funcionários, plano de carreira e melhores condições de trabalho.

Os funcionários dizem estar sem reajuste real há mais de 20 anos. De acordo com a presidente do Sindsep, Irene Batista de Paula, a prefeitura tem dado aumento de 0,01% nos últimos anos --índice menor que a inflação.

FUNERÁRIAS

Os funcionários do Serviço Funerário de São Paulo já tinham parado em junho deste ano. Eles afirmam que as negociações com a prefeitura não avançaram desde então.

A reportagem conseguiu entrar em contato com 10 das 13 agências funerárias credenciadas na prefeitura. Todas confirmaram que os serviços de remoção dos corpos e sepultamento estão parados, mas o atendimento é feito normalmente.

De acordo com um funcionário de uma das garagens do Serviço Funerário, todos os motoristas aderiram à greve. No entanto, a GCM (Guarda Civil Metropolitana) assumiu o trabalho de transporte dos corpos para as funerárias e velórios.

Na última vez que o Serviço Funerário parou, em junho, motoristas, atendentes e sepultadores aderiram à greve, atrasando enterros e velórios na cidade.

De acordo com dados da Secretaria de Planejamento, o Serviço Funerário Municipal tem 1.366 servidores ativos. Ele é responsável pelos cemitérios e faz o transporte dos corpos de hospitais e prédios do IML (Instituto Médico Legal) para as funerárias e velórios.

Caso haja adesão total à greve, há risco de acúmulo de corpos nos hospitais e IML.

OUTRO LADO

A Secretaria de Serviços da prefeitura confirma que ocorreram atrasos e que há déficit de funcionários, mas diz que os serviços estão sendo realizados. O órgão nega que tenha havido prejuízos para a população.

Em nota, a prefeitura diz que o atendimento durante a greve dos trabalhadores do serviço funerário ocorre com reforço da GCM (Guarda Civil Municipal), que cuida do transporte, e funcionários terceirizados.

O órgão também afirma que "considera inadmissível e repudia a paralisação parcial dos servidores do Serviço Funerário que é considerada ilegal pela Justiça, por tratar-se de serviço essencial à população".

A prefeitura ainda diz que concedeu aumento de mais de 15% sobre o piso salarial, que passou de R$ 545 para R$ 630, já somados os abonos, para os servidores com jornada de 40 horas. E que concedeu gratificações que complementam o salário base.

 

Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade

Publicidade

 

Publicidade

 

Publicidade