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Moradores do Alemão organizam ato após conflito com Exército
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DIANA BRITO
DO RIO
Atualizado às 12h28.
Moradores da localidade Alvorada, no complexo do Alemão (zona norte do Rio), organizam uma manifestação nesta segunda-feira, um dia após o conflito com militares da Força de Pacificação do Exército. Também no domingo, um policial militar ficou ferido em um tumulto na Cidade de Deus (leia abaixo).
Veja imagens do protesto dos moradores do Alemão
Procuradoria e Exército apuram conflito no Alemão
No Alemão, bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta foram lançados pelos soldados contra a população, que por sua vez, arremessava paus e pedras. Os militares do Exército estão na área desde novembro do ano passado quando forças de segurança retomaram a comunidade, que era controlada por traficantes.
Segundo moradores, soldados mandaram um grupo que estava em um bar abaixar o som da televisão, o que desagradou as pessoas e deu início ao confronto. No entanto, o major Marcus Bouças, do Exército, afirma que o tumulto foi iniciado pelo "excesso de bebida" dos moradores, que insultaram os militares que passavam. Uma garrafa teria sido lançada.
"Eles [militares] começaram a atirar em todo mundo. Tinha até granada de efeito moral", disse Valmir Alves de Moraes, 40.
Ao menos cinco moradores foram atingidos por balas de borracha. Uma adolescente de 17 anos foi ferida na boca. Ela foi medicada e já teve alta, mas ainda é avaliada uma cirurgia de reparação dos lábios.
Um outro rapaz, também de 17 anos, diz que estava com amigos quando foi surpreendido pela ação e foi atingido por três balas de borracha.
Para protestar, moradores devem descer o morro hoje até o posto de pacificação do Exército, na rua Itaoca, em Ramos.
A tropa do Exército, que conta com 850 homens, deve ficar na comunidade até junho de 2012.
VÍDEO
Um vídeo postado ontem no YouTube mostra o conflito entre soldados da Força de Pacificação do Exército e moradores do Complexo do Alemão.
CIDADE DE DEUS
Também na noite de ontem, um policial militar ficou ferido quando um grupo de moradores da Cidade de Deus (zona oeste), atirou pedras e garrafas pedras em uma UPP (Unidade da Polícia Pacificadora) do bairro.
Os moradores tinham saído de um baile funk e foram contidos por gás de pimenta e bombas de efeito moral.
Policiais militares do 18ª Batalhão (Jacarepaguá) e do Batalhão de Choque prestaram ajuda. O sargento André Luiz, lotado na UPP, sofreu um corte na cabeça, atingido por uma pedra.
Com CIRILO JUNIOR e GUSTAVO ALVES, DO RIO
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