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08/09/2011 - 12h55

Promotoria pede afastamento de 34 PMs réus em casos de juíza morta

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ITALO NOGUEIRA
DO RIO

O Ministério Público do Rio pediu na manhã desta quinta-feira o afastamento de 34 policiais militares que figuram como réus em processos conduzidos pela juíza Patrícia Acioli, assassinada no dia 11 de agosto.

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A medida cautelar proposta pede a suspensão do exercício da função pública, a retirada da arma e da carteira de policial dos agentes, com base na alteração do Código Processo Penal feita este ano.

Os promotores da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde atuava a magistrada, reiteraram também o pedido de prisão preventiva de 28 desses 34 policiais. São solicitações que já haviam sido feitas, mas que não houve apreciação da Justiça. Nesses casos, é pedida a medida cautelar como segunda opção.

A participação de policiais militares no assassinato da juíza está sendo investigada.

Após o assassinato de Acioli, a PM decidiu que iria transferir do 7º Batalhão (São Gonçalo) todos os 91 PMs réus em processos conduzidos por ela. Mas, de acordo com o promotor Paulo Roberto Mello Cunha Junior, "o simples afastamento operacional, das ruas, não é suficiente".

"Antes, tinha-se a ideia de transferir esse policiais para outro batalhão. Mas eles continuariam causando problema em outras cidades", disse Cunha Junior.

Os 34 pedidos foram feitos após análise de cerca de 60% dos processos envolvendo policiais na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo. Os demais ainda serão examinados.

"Também será pedido à Polícia Militar que, enquanto estiverem afastados de suas funções, esses agentes cumpram essa medida nas unidades da corporação a fim de que não fiquem sem muito o que fazer nesse período", disse o procurador-geral, Claúdio Lopes.

Editoria de arte/Folhapress
 

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