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Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho assume comando da PM do Rio
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DE SÃO PAULO
DO RIO
Atualizado às 18h10.
O coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, 54, é o novo comandante da Polícia Militar do Rio. Ele assume a vaga deixada por Mário Sérgio Duarte, que pediu exoneração ontem.
Comandante diz que quer resgatar imagem da PM
Comandante da Policia Militar do Rio pede demissão do cargo
O anúncio do novo comandante foi feito na tarde desta quinta-feira. Costa Filho estava locado na Superintendência de Comando e Controle da Secretaria da Segurança Pública, responsável por planejar todas as operações da pasta.
| Paula Giolito/Folhapress |
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| Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho |
Em 2003, Costa Filho denunciou o envolvimento do então secretário estadual de Esportes, Chiquinho da Mangueira, com traficantes do morro da Mangueira. Na época, ele comandava o 4º Batalhão da PM (São Cristóvão).
O novo chefe do Estado Maior Operacional, numero dois na hierarquia da PM, será o coronel Alberto Pinheiro Neto, ex-comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais). O Estado Maior Administrativo será ocupado pela coronel Katia Boaventura, que estava na Academia Dom João 6º.
Pinheiro Neto fez o curso de operações especiais do Bope e é colega de turma do ex-comandante-geral Mário Sérgio Duarte e do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, preso por ser suspeito de ser mandante da morte da juiza Patricia Acioli, em agosto.
EXONERAÇÃO
O coronel Mário Sérgio Duarte pediu demissão no início da noite de quarta (28). Ele estava no cargo havia pouco mais de dois anos.
A decisão em deixar o cargo aconteceu após a prisão de Oliveira. Ele era homem de confiança de Mário Sérgio Duarte, que foi o responsável direto por sua nomeação para o comando do 22º Batalhão, na Maré. Ambos foram do Bope, a tropa de elite da PM.
Suspeito de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto deste ano, o tenente-coronel Oliveira está preso preventivamente, mas diz ser inocente. Na época, a magistrada investigava crimes cometidos por policiais do 7º Batalhão, em São Gonçalo, quando Oliveira comandava a unidade.
Na carta enviada ao secretário, o coronel disse que tomou a decisão para "não deixar nenhum espaço para dúvidas" quanto a sua "responsabilidade no processo de escolha dos comandantes, chefes e diretores da corporação".
Na segunda-feira (26), ele foi submetido a uma cirurgia na próstata, de acordo com a sua assessoria, e por isso o pedido de demissão foi enviado por e-mail.
Em nota, o secretário Beltrame "lamentou a saída e esclareceu que tem por política conceder autonomia às chefias das polícias para que, em nome da eficiência, possam buscar as melhores medidas administrativas e técnicas para ajudar na implementação da política de segurança".
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