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Órgão descarta risco de explosão em conjunto vizinho a shopping
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DE SÃO PAULO
A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de SP) divulgou nota nesta sexta-feira afastando "qualquer risco iminente de explosão" no conjunto habitacional Cingapura, localizado na mesma área contaminada em que fica o shopping Center Norte, na zona norte de São Paulo.
Técnicos divergem sobre fechamento do Center Norte
Center Norte funciona normalmente; sindicato protesta
Center Norte consegue liminar para permanecer aberto
Shopping Center Norte firma acordo com Ministério Público
Prefeitura aplica multa de R$ 2 mi e manda Center Norte fechar
A área abrigou um lixão no passado, e a decomposição dos materiais gera o gás metano, que é inflamável.
Segundo a Cetesb, "existe, de fato, um risco potencial que precisa ser eliminado" no Cingapura, e por isso a prefeitura foi acionada para efetuar "intervenção na área contaminada".
De acordo com as exigências feitas à Secretaria de Habitação, a prefeitura terá que concluir em até 30 dias uma investigação detalhada sobre o risco da área, e apresentar à Cetesb relatórios contendo cronograma para implantação de medidas de intervenção.
Também terá que ser instalado um sistema de mitigação nos locais onde foram detectados a presença do gás, para garantir que nenhuma parte entre nos ambientes fechados. "Enquanto não for instalado o sistema de mitigação, deverá ser realizado monitoramento diário nos apartamentos térreos do conjunto, na creche existente no local e nas utilidades subterrâneas (redes de água, esgoto, telefonia etc.)".
O Cingapura conta com 35 prédios de apartamentos, onde moram cerca de 7.000 pessoas.
A secretaria disse que já monitora o local e trabalha para instalar drenos e pisos resistentes a gás para impedir o vazamento do metano para os apartamentos.
CENTER NORTE
O shopping Center Norte abriu normalmente na manhã desta sexta-feira, após conseguir decisão liminar (provisória) garantindo seu funcionamento.
O centro de compras seria fechado hoje por determinação da prefeitura, devido ao risco de explosão identificado pela Cetesb. Apesar de aberto, o shopping, que chega a ter público diário de 100 mil pessoas, teve pouco movimento nesta manhã.
O impasse sobre o funcionamento começou na segunda-feira (26), quando a prefeitura multou o centro de compras em R$ 2 milhões e ordenou o fechamento em 72 horas, caso o shopping não cumprisse as exigências da Cetesb para drenar o gás de suas dependências.
Na quarta-feira (28), o shopping firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com o Ministério Público, se comprometendo a instalar oito novos drenos de gás em 20 dias. A prefeitura classificou a iniciativa como "louvável", mas "insuficiente para afastar os riscos".
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