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Ato em SP lembrará 19 anos do massacre do Carandiru amanhã
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ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
O assassinato de 111 detentos no pavilhão 9 da Casa de Detenção de São Paulo, no Complexo do Carandiru (zona norte) --maior massacre penitenciário na história do Brasil e cometido pela Tropa de Choque da Polícia Militar-- será lembrado amanhã em uma série de protestos.
Entidades de defesa dos direitos humanos se reunirão no Parque da Juventude, onde funcionava a Casa de Detenção, a partir das 15h, para lembrar os 19 anos da matança que chamou a atenção da comunidade internacional para as condições do sistema prisional em São Paulo.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o médico Dráuzio Varella (colunista da Folha), o procurador de Justiça aposentado Antônio Visconti, o jornalista e ex-preso político Alípio Freire, o rapper Marcos Fernandes de Omena, o Dexter, o ativista de direitos humanos Renato Simões, o ex-funcionário da Detenção Valdemar Gonçalves estão na lista de escolhidos para falar sobre o massacre de 1992.
Um dos momentos mais marcantes do ato "Massacre do Carandiru - 19 anos - Jamais esquecer para que não se repita", segundo a previsão dos seus organizadores, será quando Davi, um sobrevivente da chacina, falará ao público para contar como viu os 111 detentos serem mortos pela Polícia Militar.
A ativista Débora Maria da Silva será a última a falar sobre violência policial amanhã no Parque da Juventude.
Ela uma das líderes do movimento Mães de Maio, grupo independente que luta por punição contra policiais militares e civis que cometeram excessos durante os ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) contra as forças de segurança do Estado, em 2006.
O ato de amanhã também dará início a outras atividades que serão desenvolvidas até 2 de outubro de 2012, quando o massacre dos 111 presos completará 20 anos.
A partir das 17h45 de amanhã, acontecerão shows de rap e música popular, além de uma apresentação do Teatro do Oprimido e diversas intervenções poéticas com representantes de saraus desenvolvidos hoje em bairros da periferia de São Paulo.
DESATIVADA EM 2002
A Casa de Detenção foi desativada em setembro de 2002 e deu espaço para o Parque da Juventude.
Com capacidade para 3.250 presos, a Casa de Detenção chegou a abrigar 9.000 homens e foi considerado o maior presídio da América Latina por anos.
Em julho de 2001, a prisão ficou marcada por outro recorde: 106 detentos fugiram por um túnel.
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