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Professor de direito que matou aluna pode ser impedido de advogar
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DE BRASÍLIA
O professor e advogado Rendrik Vieira Rodrigues, 35, que ontem matou a ex-namorada e ex-aluna Suênia Sousa Faria, 24, vai enfrentar processo ético-disciplinar e pode ser impedido de advogar, segundo nota divulgada neste sábado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal.
Faculdades demitem professor acusado de matar aluna no DF
Professor trafegou por 40 minutos com corpo de aluna, diz polícia
"O Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-DF instaurará na próxima segunda-feira processo ético-disciplinar contra o advogado Rendrik Vieira Rodrigues, por ser ele acusado do crime. Poderá vir a ser suspenso preventivamente e impedido de exercer a profissão", diz o texto.
Rodrigues foi demitido das duas instituições de ensino às quais era ligado. Tanto a UniCeub (Centro Universitário de Brasília), onde era professor de direito, quanto a Faculdade Projeção, onde era coordenador do curso de direito, informaram neste sábado que Rodrigues foi desligado dos seus quadros.
Na segunda-feira (3), as instituições entrarão em contato com a polícia para saber como notificar formalmente a demissão de um funcionário que está preso. Rodrigues matou Suênia com três tiros.
Especializado em direito do trabalho, gestão de negócios e direito civil, ele dava aulas na UniCEUB, onde a vítima cursava o 7º semestre do curso de direito. Quando Suênia terminou um relacionamento anterior, tiveram um namoro que durou cerca de um ano, segundo Alexandre Nogueira, delegado-chefe da 27ª delegacia.
Há cerca de três meses, no entanto, a vítima reatou com o ex-namorado e terminou o relacionamento com o professor, o que não foi bem recebido por ele. "Ele mandava mensagens ameaçadoras para a vítima, que chegou a trocar de celular para não ser mais importunada", afirmou Nogueira.
CRIME
Ontem, o professor abordou Suênia na saída da sua aula na faculdade, às 14h, e, armado com uma pistola.380, forçou a entrada no carro que a estudante dirigia. Ela chegou a ligar para o atual namorado, com a voz nervosa, dizendo que reataria o relacionamento com o professor.
Mas o namorado estranhou e registrou um boletim de ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia, na cidade-satélite de Taguatinga. Enquanto isso, dentro do carro, o professor e Suênia se desentenderam. Durante a discussão, ele deu dois tiros na cabeça e um no tórax da vítima.
Desorientado, o professor rodou por cerca de 40 minutos com Suênia já morta e resolveu se entregar à polícia. "Ele chegou e disse para o delegado de plantão que tinha atirado em uma pessoa. Ao ser questionado se a vítima tinha morrido, disse que ela estava dentro do carro. Suênia estava coberta com o paletó dele", disse Nogueira.
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