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Júri de viúva do ganhador da Mega-Sena é adiado para novembro
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PAULA BIANCHI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO
O julgamento da cabeleireira Adriana Ferreira Almeida e de outros três acusados de ter matado o ganhador da Mega-Sena René Senna, marcado para esta terça-feira (4), foi adiado para 28 de novembro. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, o advogado de Almeida, Jackson Costa Rodrigues, teve problemas de saúde, o que levou a juíza Roberta dos Santos Braga Costa a remarcar o júri.
| Reprodução |
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| O ganhador da Mega-Sena assassinado, René Senna, e a viúva, Adriana Ferreira Almeida |
Rodrigues apresentou um atestado médico ao tribunal alegando a necessidade de repouso por 40 dias, por causa de uma doença neurológica decorrente de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).
A juíza determinou que o advogado indique outra pessoa para representar Almeida, caso ele não esteja restabelecido até novembro. Se a defesa não cumprir a determinação, a cabeleireira será representada pela Defensoria Pública.
Na semana passada, Rodrigues entrou com um recurso para tentar adiar a ida de sua cliente a júri popular alegando irregularidades no processo. O recurso foi negado.
Senna foi morto em 2007, dois anos após ganhar R$ 51,8 milhões na Mega-Sena. A viúva teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário para cometer o crime.
Deficiente físico -- Senna teve as duas pernas amputadas por causa da diabetes --, o ex-lavrador foi morto com quatro tiros na cabeça em um bar em Rio Bonito, interior do Rio. Almeida é apontada como a mandante do crime.
O ex-PM Anderson Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os autores dos disparos, foram condenados, em julho de 2009, a 18 anos de prisão pelo assassinato de Senna e pelo crime de furto qualificado.
Além da cabeleireira, também serão julgados o cabo da Polícia Militar Marco Antônio Vicente; o sargento Ronaldo Amaral de Oliveira e amiga de Almeida e esposa de Sousa, Janaína Silva de Oliveira.
Em junho o juiz Marcelo Chaves Espíndola, da comarca de Rio Bonito, julgou improcedente o pedido de reconhecimento de união estável entre Almeida e Senna.
Desde a morte de Renné, a cabeleireira trava uma batalha judicial com Renata Almeida Senna, única filha do milionário, pelos bens deixados pelo ex-lavrador. O pedido de reconhecimento de união estável foi feito pela própria acusada.
A Folha não conseguiu conversar com os advogados de Almeida e dos outros acusados.
A cabeleireira chegou a passar alguns meses na prisão, mas responde ao processo em liberdade.
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