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Homem que atropelou mãe e filha em São Paulo é solto
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Foi solto na tarde desta segunda-feira o bibliotecário Marcos Alexandre Martins, que havia sido preso após atropelar e matar Miriam Baltresca, 58, e sua filha Bruna, 28, no último dia 17.
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Velocímetro de atropelador marcava 100 km/h
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A decisão de libertar Martins foi tomada pelo juiz Emanuel Brandão Filho na última sexta-feira (30). O magistrado rejeitou pedido do Ministério Público para arbitrar fiança para o caso e determinou cinco medidas cautelares, que disse serem suficientes para Martins.
As medidas incluem suspensão da permissão de dirigir enquanto durar o processo; comparecimento trimestral em juízo para informar suas atividades; proibição de frequentar bares e outros locais onde são comercializadas bebidas alcoólicas; proibição de se ausentar da comarca sem autorização da Justiça; e recolhimento em casa a partir das 21h.
Martins permanecia preso na penitenciária 2 de Tremembé (147 km de São Paulo), por conta de um problema no alvará de soltura.
De acordo com a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), constava no seu alvará relaxamento de prisão em flagrante, sendo que o correto seria revogação de prisão preventiva, uma vez que já havia sido expedido o mandado contra o acusado.
Após contato da direção da unidade com o cartório responsável para a correção do documento, Martins foi solto, por volta das 17h30 desta segunda-feira.
| Reprodução/ TV Globo | ||
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| Carro de motorista que atropelou e matou duas mulheres na calçada da marginal Pinheiros, em SP |
ATROPELAMENTO
Miriam Baltresca, 58, e Bruna, 28, foram atropeladas na calçada depois de saírem do shopping Villa-Lobos, na zona oeste de São Paulo.
O velocímetro do Golf dirigido pelo bibliotecário marcava 100 km/h após a batida. Para a polícia, ele poderia estar numa velocidade ainda maior, caso tenha freado antes do acidente. A máxima permitida na pista da marginal é 70 km/h.
Segundo a polícia, Martins apresentava sinais de embriaguez, mas ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. A defesa nega que ele estivesse bêbado.
O advogado Roberto Zanetic Vidulic, que representou Martins inicialmente, afirmou que seu cliente foi fechado por uma moto e, em vez de pisar no pedal do freio, acelerou o carro.
Com isso, disse o advogado, ele perdeu o controle do Golf. Vidulic acabou saindo do caso no dia seguinte à prisão, e a reportagem não conseguiu contato com o novo defensor do bibliotecário.
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